sexta-feira, 1 de março de 2013

As grilhetas ideológicas da esquerda

A esquerda fecha-se sobre o seu dogmatismo, incapaz de qualquer abertura intelectual, porque a mesma obstina-se em analisar os pontos de vista da direita a partir das suas próprias hipóteses e teorias. A direita não chega às mesmas conclusões que a esquerda, e sendo assim, torna-se claro que a esquerda  toma o seu discurso apoiada em princípios diferentes.
 
 
 
A evolução da sociedade instiga de maneira evidente a legislação do casamento homossexual, e os que se manifestam contra essa legislação são considerados como "estando fechados no passado", deslocados relativamente à realidade. Como se o passado fosse motivo de vergonha ou repúdio e só o presente, mas sobretudo o futuro próximo, fosse digno de relevo. A diferença entre o passado e o futuro próximo mede-se apenas em termos tecnológicos e financeiros, porque de resto essa diferença deixa muito a desejar.
 
 
 
 
Mas o que a esquerda recusa interrogar, é precisamente a legitimidade sobre a qual repousa esta proposta. Imposta de forma arbitrária e ao sabor dos apetites, convém analisar o ponto de partida da sua argumentação até se tornar postulado.
 
 
 
A legislação sobre o casamento homossexual desempenha também, e simultaneamente, o papel de "vigilante" e "sancionador", vigiando a sociedade e as suas opiniões em relação a esta matéria. Se a mesma sociedade não "evolui" favoravelmente à causa homossexual, a mesma é considerada do "passado". Esta legislação criou uma espécie de "inquisição mental", que esquece muito convenientemente, ter sido fundada sobre o princípio da radicalização ideológica da extrema-esquerda.
 
Mas porque não podem os Homens de direita ter um entendimento diverso sobre esta legislação?
A situação é muito fácil de entender, da negação do indivíduo chegou-se à negação da condição humana («fé metastática»), e a visão integral da direita impede a futura sociedade homossexual.
 
Notemos que a esquerda invoca muitas vezes a evolução da sociedade para justificar nova legislação sobre diversos assuntos. Sempre houve homossexuais e sempre haverá, o fenómeno nada tem de novo, a única  e decisiva novidade prende-se com a legislação da homossexualidade e do casamento homossexual. Nenhuma sociedade chegou a esta aberração; a negação da sociedade, do macho e da fêmea, pois a prazo este é o objectivo. Pretende-se a relativização crescente do tradicional e natural modelo de macho e fêmea, substituíndo-o por uma "androginia" via rectal.
 
Esta legislação desenvolvida pela esquerda saiu directamente do buraco do diabo, ou seja das lojas maçónicas dos anos 80 do século XX.