quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Bem vindo ao reino dos impropérios

Pelo que nos se tem dado a assistir, não há responsável político e/ou agente financeiro, que não tenha algum grau de responsabilidade perante o descalabro económico de Portugal. Voltamos a 1892, a 1926... dívidas e desperdícios imensos já nesses recuados tempos, disparates legislativos e arbitrariedades diversas eram, tal como hoje, o comum nesse tempo.
 
A troika, apesar dos seus interesses, vem tentar impôr ordem; os mé(r)dias, esses, publicam a listinha que prejudica sempre os mais desfavorecidos. Nem uma palavra sobre salários de administradores e gestores, topos de quadros, nem uma palavra sobre indemnizações escandalosas por meses ou poucos anos de trabalho, nem uma palavra sobre desperdícios enormes com rendas de prédios e outros edifícios sem servidão aparente. E poderia continuar aqui indefinidamente.
 
 
Desde negócios pouco transparentes a privatizações anárquicas, passando pela crescente cartelização da economia (comércio e serviços), o país vai sendo desmantelado para ser entregue de bandeja aos monopolistas. E tudo isto através do voto muito democrático na chamada, passe o pleonasmo, Urna.
 
Querem melhor figura de estilo do que esta?
 
 
Não sou a favor de qualquer ditadura, e entendo que a democracia deve existir, mas isto não é democracia, é um modelo altamente degenerado de democracia, cujo falhanço não pode ser explicado em meia dúzia de palavras, e assim sendo a democracia teria de ser derrotada pela base. Votando-se massivamente em branco e nulo.
 
Impossível, dirão muitos, e é verdade; os aparelhos partidários e as clientelas asseguram os votos necessários, o que implica que todo o edifício democrático esteja minado.