terça-feira, 29 de maio de 2012

Apreciação simbólica da elite democrática

A economia de mercado aliada à globalização criou o maior paradoxo dos tempos correntes. O homem é o lobo do próprio homem. Tal como o deus do tempo, Cronos, vai-se "devorando a si próprio". Mas o caso aqui é bem mais grave; É indisfarçável o clima de podridão que governa o país mais ocidental da europa.

Vale tudo para continuar a sacar uns milhões à custa do cidadão anónimo pagador de impostos. A cada novo "sub-imposto" que se cria é criado simultaneamente um novo canal que permite a sonegação de dinheiro que serviria a outros fins.

Que ninguém se iluda; como dizia o sócretino aqui há tempos: «as dívidas não são para pagar», tinha toda a razão... a «dívida» é a nova prisão da humanidade. Por ela se cometem as maiores fraudes e ilegalidades; só não vê quem não quer...

Porque simplesmente o pagante é inculto e falho de pensamento (não na generalidade, mas em boa parte) e está dominado por uma falsa democracia, o descalabro acentua-se indefenivelmente.

Um acto democrático na real acepção do termo, implica uma outra visão de democracia, sem elites que lhe desfigurem a sua essência. Eu acredito noutra democracia, não nesta, e por isso posso dizer que sou anti-democrata, tendo sempre presente que aqui democracia e anti-democracia possuem um significado diverso ao que lhes é atribuído. Isto implica que esta democracia tem de ser destruída. Ela própria se encarrega de o fazer, pois tal como Cronos faz em relação ao tempo, acaba por ser vítima dos seus nefastos procedimentos; o feitiço está a virar-se contra o feiticeiro.

Já não há máscaras que possam salvar este modelo demo-liberal. Está carcomido até ao umbigo. Mas claro que à hecatombe que se seguirá, a parte mais pesada dos detritos afectará em maior medida o cidadão anónimo sempre pagador de impostos. Os restantes, os flamejadores de bujardices democráticas, dirão aquilo que sempre se disse num modelo demo-liberal; os mercados meus caros, o primado do materialismo grosseiro em detrimento, cada vez mais decisivo, da espiritualidade e da contra-parte divina do homem.

O número é um operativo normalizável, mas hoje o seu significado foi transformado, o número é um operativo não normalizável, que desune continuamente em lugar de unir. Atenção aos números, quer naturais quer compostos... não servem apenas para contar e realizar operações diversas...

Bem vistas as coisas, já sabemos que está a começar o euro 2012, e durante pelo menos 12 dias, serão cometidas as maiores bizarrices de fundo, ninguém dará por isso pois tudo estará entranhado até às orelhas a ver os jogos da selecção, e a discutir as críticas e contra-críticas aos jogadores que representam Portugal.