domingo, 30 de setembro de 2012

António Borges é um disformista neoliberal

As "mirabolantes" declarações do charlatão António Borges mostram na perfeição o tipo de democracia em que vivemos.
Com que então, os empresários portugueses são «ignorantes». Essa é boa, se há aqui qualquer fluxo de ignorância ela provém do António Borges e dos institutos onde o mesmo estudou e se formou.

António Borges é professor de quê? De asneirologia e de burroidíce primária? Este é dos tais que acredita na escravatura; baixar salários e condições de vida para que uns "tautologistas de bico partido" como ele continuem a auferir milhões de euros e regalias sem fim. Inveja ? Claro que sim. E legítima, porque pessoas como esta que temos vindo aqui a tratar nada sabem da vida e do mundo, nunca trabalharam na vida.

E por falar em ignorância, acaso o António Borges sabe que alguns portugueses sabem que o mesmo foi corrido do FMI e da Goldman Sachs por incompetência? Incompetência pura e dura, e são os incompetentes que ocupam hoje lugares de destaque quer no mundo político ou no financeiro.

António Borges é um disformista neoliberal.

Um disformista neoliberal é todo e qualquer indivíduo político ou agente político, que pretende subverter a ordem natural das coisas, atribuíndo às causas efeitos que não são reais, pretendendo assim tirar dividendos para si e para outros, que de outra forma não seriam possíveis.

Um disformista neoliberal como o António Borges não tem em conta, deliberadamente, o desfazamento entre aquilo que diz ou o mandam dizer e a realidade dos factos. É como se vivessem num mundo à parte (que é o que realmente acontece). Pessoas deste calibre, formadas  à pressão nos calabouços do socialismo degenerativo são aos milhares. E é este tipo de gente que vem para as TVS admestoar o povo, dizendo que são incompetentes, ignorantes, burros, etc.
 
O disformismo neoliberal torna-se mais intenso à medida que o grau de promiscuidade entre a política e a finança vai aumentando.
 
É bom que se diga que perante a intervenção deste personagem que temos vindo a tratar, ficamos a saber que o gajo deve ser muito fraco professor. É um recitador dos "neocopistas" do costume, só pensa em si mesmo, é um egoísta primário, característica muito vincada dos disformistas neoliberais.
 
 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Primórdios do liberalismo em Portugal - IV

Consolidado o regime liberal, até 1823, dá-se um aumento do défice da balança de transações correntes. A "austeridade" não foi capaz  (nem o poderia ser) de reforçar a baixa das importações com a subida das exportações. O Vintismo revelou-se irremediavelmente incapaz de corrigir os desequilíbrios da balança comercial, nem tão pouco evitar subidas de preços, como o caso do pão, principal indicador do custo de vida à época.
Se o descontentamento do povo português já vinha de trás, mais se reforçou com esta situação; o descontentamento era generalizado; uma onda massiva de rejeição das ideias liberais fez crescer a oposição ao regime. A burguesia mercantil desesperava, e acumulava créditos sobre créditos para fazer face às constantes desvalorizações que a moeda ia sofrendo. Os agricultores, com métodos estafados e sem equipamentos modernos, não tinham qualquer possibilidade de se desenvolverem, os industriais também com equipamentos antiquados e num país a começar a fragmentar-se, a nada de melhor podiam aspirar. Só para se ter uma ideia: A taxa de esforço fiscal a que os portugueses estavam sujeitos chegava em alguns casos a mais de 80% dos rendimentos! 
 
A partir daqui começa a real decadência de Portugal, se bem que as razões dessa decadência tenham de ser procuradas antes, seguiram-se as guerras entre liberais e absolutistas que acabaram por dilacerar definitivamente a ordem espiritual do "Portugal-Império".  O Vintismo português foi um período de intenso "estatismo político", em que a "austeridade", já naquela época,  não tinha a real proporção das coisas. Só resta dizer que é universal; o roubo declarado e descarado dos povos existe desde sempre, e a nossa actual época só é excepção pelo grau de desfaçatez com que o roubo é praticado. Afinal, a "República" revela-se a mais ladra das instituições. A dívida ia aumentando, o esbanjamento de dinheiros públicos começava a ser frequente; a monarquia, ferida no seu orgulho, assim como a aristocracia, foi completamente manietada na segunda metade do século XIX, estabelecido definitivamente o regime liberal.
 
 
Continua com "A ascensão do liberalismo em Portugal".
 
 
 
 
 

Primórdios do liberalismo em Portugal - III

Segundo Luís A. de Oliveira Ramos no seu livro "Sob o Signo das «Luzes»" a páginas 151 é dito o que se segue: «No Porto, em Lisboa, os mações mais avançados, no que toca a opções políticas, além de se constituírem, no dizer de um relatório, em filósofos da presente época, vergastavam, declaradamente, o trono e o altar e abonavam o governo dos franceses, assim preparando o caminho para a sociedade liberal. (...) Em 1803, os inquisidores de Lisboa increparam os pedreiros-livres por só amarem os padres e reis enquanto virtuosos, doutrina que consideravam injuriosa da suprema autoridade de um e de outro poder, isto é, do poder civil e eclesiástico, e agravada por patentes sinais de indeferentismo religioso.»

Por estas e por outras é que os inquisidores diabolizaram a maçonaria, considerando-a como atentatória da segurança, do estado, da monarquia e das instituições católicas. Sendo assim merecedora de um exemplar castigo a executar pela justiça temporal. Ao contrário do que pretendia Barruel, a maçonaria não foi a principal causa da revolução de 89, mas teve grande contribuição na difusão dos ideais revolucionários, revolução essa que desencadeou um processo de blocos internacionais e de objectividades comerciais, cujo resultado final se cifrou numa amálgama de interesses, muito mal interpretados quando se reduzem à sua expressão mais simples.
 
Até às invasões napoleónicas, Portugal manteve-se fiel à sua estrutura absolutista, quer no campo social e político, quer no campo do poder e da economia. Os intérpretes do absolutismo, oriundos dos mais diversos extractos sociais, perfilhavam, na sua grande maioria, a fidelidade à monarquia pura vigente na metrópole e no império.
Só no período pós-invasões napoleónicas se começa a comentar a necessidade de substituir o regime absoluto por um regime de liberdade, análogo ao de outros países europeus. Os partidários do liberalismo buscavam e anseavam uma «nova ordem política» que restaurasse Portugal, que promovesse a sua regeneração e melhorasse as condições de vida do seu povo. Tal «nova ordem política» revelar-se-ia falsa e aziaga, como a história se encarregaria de demonstrar.
 
A situação de Portugal entre 1807 e 1821 era extremamente confusa. O soberano residia no Rio de Janeiro para onde fugira juntamente com a Corte em 1807, para não ser caçado pelos franceses, tentando governar de lá, sem força e sem eficácia. No continente, a regência encarregue do reino de Portugal mostrava-se totalmente incapaz de resolver os problemas do país, e para agravar a situação, seguia em tempo de penúria dinheiro para o Brasil para sustentar a Corte e para as tropas defenderem esse reino dos vizinhos. Esta situação gerou um amplo descontentamento na metrópole, e os portugueses já viam o país como uma colónia do Brasil. A indústria sem investimentos e com equipamentos antiquados, definhava, os agricultores, em época de abundância, não conseguiam vender os seus produtos a preços consentâneos, e a burguesia comercial que via os seus negócios decrescer a olhos vistos, estava muito descontente com a situação do país. Temia-se que o poder saltasse para a rua.
É assim que em 1918, no Porto, nasce o Sinédrio associação secreta que se propõe mudar o curso da história, criando a revolução liberal de Agosto de 1820 e dando oficialmente  início à era liberal de Portugal.


Continua.
 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Primórdios do liberalismo em Portugal - II

Para se ter uma ideia dos interesses económicos das duas facções faladas no post anterior, diga-se a este própósito que, entre 1796-1806 a balança comercial entre Portugal e Inglaterra passou de 9.838.817$463 réis para 17.788.267$282 réis! Um aumento de mais de 90%! Relativamente aos números entre Portugal e França os mesmos são impressionantes; 268.313$ 198 réis em 1796 para 7.682.088$ 432 réis em 1806!
 
Uma luta feroz pela competividade e controlo de mercados pela burguesia, facilitou a disseminação dos ideias de 1789, e dái para a frente começa a verdadeira decadência de Portugal. A partir de 1807, com a ruptura do bloco napoleónico, ficam em causa interesses vitais de uma parte da burguesia mercantil portuguesa - os afrancesados.
 
Embora o intercâmbio entre Inglaterra e Portugal continua em expansão, sobretudo pelo lado das exportações portuguesas, temia-se que a concorrência francesa, que cresceu muitíssimo em 10 anos, provocasse recessão nos negócios com os ingleses, e que os franceses fossem aumentando o valor das transacções comerciais, ganhando assim vantagem nos negócios com Portugal.
 
Os acontecimentos seguintes, apesar de tudo, não confirmaram essa tendência que se antevia por parte dos inglesados; os negócios com Inglaterra continuaram a crescer nos anos de 1808-1814. Alguns anos após, na época chamada de «Vintista», a balança comercial portuguesa começava a agravar-se seriamente.
 
Em 1819 Portugal importou 24.296.834$600 réis e exportou somente 19.447.806$084 réis, um défice de 5.000.000$000 réis. Houve que tomar medidas, e essas medidas passaram por diminuir o défice da balança de transacções correntes com o estrangeiro, através da tão badalada "austeridade". Também essa foi a receita nessa altura, mas revelar-se-ia desastrosa, pois o que acabou por acontecer foi que o saldo das importações sobre as exportações desceu para menos de metade, em grandezas absolutas. Ao baixar o volume de importações baixava obrigatoriamente, por via da "austeridade", o volume de exportações.  No ano de 1822, os números mostram precisamente o que acima acabou de se dizer, as importações ficaram-se pelos 19.181.984$032 réis e as exportações em 15.611.637$822 réis, com um défice de 3.500.000$ réis.
 
Mas a baixa dos valores da balança comercial portuguesa também se fica a dever à baixa do comércio com o Brasil, o que demonstra bem, em termos ditos práticos, os efeitos negativos da independência do Brasil e da descolonização sobre a economia nacional. A independência do Brasil, pelo menos da forma como a mesma se efectivou e não considerando os interesses que estavam em jogo, revelou-se um erro colossal. Portugal nunca mais recuperou desse golpe (e a história tratou de o confirmar) e o seu relacionamento comercial com o Brasil só foi recuperado para lá de 1840.
 
 
Continua.

Primórdios do liberalismo em Portugal

Falar sobre a génese do liberalismo (por oposição à "antiga ordem") em Portugal, é exercício não muito simples. Portugal não ficou imune aos ideais de 1789, mas os mesmos não se manifestaram com tanta intensidade como noutros países europeus, pelo menos até ao final do século XVIII.
No período pré-1789, a reforma pombalina de 1772, já de si bastante anti-aristotélica, lançava as primeiras sementes do liberalismo. Para sermos rigorosos devemos dizer que seriam antes "novas" sementes, porque na realidade as primeiras sementes do liberalismo têm origem no iluminismo, que invadiu a europa nos século XVI e XVII.
 
Num livro intitulado "Sob o Signo das Luzes" escrito por Luís A. de Oliveira Ramos na página 136 relata-se o seguinte: «Como ensina Dominguez Ortiz, o iluminismo significou , na área peninsular, a aceitação da pesquisa científica e dos respectivos resultados mesmo quando contrários às opiniões tradicionais, implicou a flagelação das superstições e dos preconceitos propiciadores de injustiça e de opressão, contemplou o exame crítico das crenças correntes e o seu repousar, outrossim originando claro interesse por reformas de natureza económica e social.»
 
A parte final do excerto, indicia claramente que a subversão da ordem e do direito natural potenciou o positivismo, e que o mesmo é anterior a Comte, é um filho dissimulado do iluminismo.
 
Portugal só começou a sentir os efeitos da revolução de 1789 a partir de 1796-1797, até aí o ambiente era tranquilo, apesar de haver pleno conhecimento do que se passava em França e países vizinhos. Os portugueses tinham intensas relações mercantis com diversos pontos da europa, passavam por vezes meses no estrangeiro, para além de que o afluxo de estrangeiros ao nosso país também era elevado. Portanto havia um conhecimento mais ou menos generalizado das ideias revolucionárias. Sem esquecer também diversos jornais e publicações estrangeiras que aqui eram vendidas nessa época.
Os mais letrados e ilustrados promoviam abertamente a adesão aos ideais de 1789, portanto dizer-se que Portugal ficou imune a 1789 não corresponde à realidade. Mas tal adesão não aconteceu tão rapidamente e tão solidamente como noutros países europeus.
 
No Portugal de transição do século XVIII [1796-1797 em diante] para o XIX, existiam duas facções bem definidas; "os afrancesados e os inglesados". Segundo alguns cronistas da época, a luta mercantil entre as duas facções era bem pior do que a dos absolutistas e liberais, porque os interesses económicos e vantagens mercantis eram já a única preocupação das «camarilhas cortesãs» e respectivas bases de apoio. Nada de muito diferente dos dias de hoje, registe-se.
 
Continua.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A restauração de Portugal

Não há mais volta a dar, por mais imprecisões e defeitos que qualquer regime possa conter, apenas um deles pode terminar com o saque e acabar com uma partidocracia a raiar a "patifocracia".

Esse regime é a monarquia, o único capaz de criar consensos e o único capaz de não estar tolhido por rabos de palha e interesses inconfessáveis (assim se dominam pelo pavor do escândalo) como os políticos da república. O Rei é uma personalidade impoluta nesse aspecto, e quem disser o contrário não está a falar a sério. Por muitas injustiças e asneiras que se cometessem, a monarquia nunca chegou ao ponto de ridicularizar e maltratar o seu povo como o faz a república actualmente.
 
Não se dá valor a quem trabalha (exceptuando se for do círculo de amizades da seita democrática), promove-se o parasitismo e a imbecilidade endémica, já se sabe para garantir uma legião parasitária que dará o seu voto aos "patifocratas". E chamam a isto "democracia".
 
Em Portugal andamos há 38 anos a enriquecer meia dúzia de indivíduos em meia dúzia de sectores chave, combustíveis, energias, telecomunicações, audiovisual, livros escolares (manuais é o termo politicamente correcto). E tudo isto continua a ser "patifocracia", perdão "democracia".
 
 
 
 
 
Pela restauração de Portugal, viva o rei, viva Portugal.
 
 
 

Os (não) direitos reprodutivos

«A expressão "direitos reprodutivos" foi introduzida em 1994, na Conferência Internacional do Cairo subordinada ao tema "População e Desenvolvimento", em substituição da fórmula "planeamento familiar". Na realidade, os direitos reprodutivos são os direitos de não reprodução, que se concretizam na adesão a uma política mundial de educação sexual, aborto, contracepção e estirilização.
À saúde reprodutiva e aos direitos reprodutivos aparece ligada a nova filosofia do "género", introduzida nas Assembleias gerais da ONU, em particular no Cairo (1994) e em Pequim (1995). Através da categoria do "género", o pensamento marxista estruturalista pós-moderno procede à negação da existência de uma natureza permanente e imutável. O "género" é uma categoria sócio-cultural, que se distingue do sexo biológico. Dado que o homem é considerado uma "estrutura" material, por sua vez inserida numa rede de estruturas em evolução, a distinção entre o sexo masculino e o feminino não provém da natureza, mas da cultura dominante, que cria e atribui os "papéis" do homem e da mulher. Trata-se, pois, de reestruturar a sociedade, abolindo os papéis que a antiga sociedade atribuía, respectivamente, ao homem e à mulher, e liquidando, de passagem, o casamento, a maternidade e a família.»
 
 
In "A Ditadura do Relativismo" - Roberto de Mattei págs. 26 e 27. 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Em defesa da família tradicional

«A negação da família tradicional está inscrita nos planos de todas as utopias revolucionárias, porque a família propaga uma concepção orgânica e harmoniosa da sociedade e das relações humanas, que contraria estas utopias. Com efeito, o ambiente familiar reflecte de forma admirável a unidade, a diversidade, a hierarquia do universo, bem como a estabilidade dos princípios morais que devem reger a sociedade.»
 
In "A Ditadura do Relativismo" - Roberto de Mattei pág.27

A loucura elevada a normalidade

A sinificação de Portugal levada a cabo pelo sócretininho é o "tubo de ensaio" de "bruxelas" para o resto da europa. A prazo.
 
Todas as engenharias sociais e devaneios democráticos não existem por acaso, convergem todos para um fim último, a sinificação mundial.
Este governo surpreende-me todos os dias, pela negativa. É um infindável centro de manipulações que geram actos que deveriam considerar-se como "traição à pátria". Pois que, quem maltrata o seu povo descaradamente como estes o fazem, não é merecedor de qualquer respeito. Claro que o problema não se resume a este governo, todos os anteriores tiveram a sua quota de responsabilidade, e de nada adianta virem com a "parfonilha" da democracia e do estado de direito, que nem para figuras decorativas servem .... a utilidade máxima da democracia é bem conhecida; a democracia é o "pântano viscoso" dos "nossos sonhos", revela-se a mesma inexacta, profundamente inexacta, na sua significação e no seu conteúdo.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

As etapas do processo revolucionário: da lei natural aos novos direitos

«A lei natural constituiu durante muitos séculos - pelo menos até à Revolução Francesa - o fundamento da sociedade civil. Como foi então que veio a ser recusada e esquecida?
A primeira fase do abandono desta lei foi a pretensão de fundar os direitos do homem, não sobre a objectividade da ordem natural, mas sobre a razão humana. A manifestação mais radical desta concessão encontra-se na Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, que resultou de um processo intelectual que tem como base a filosofia iluminista do direito e, um pouco antes, o jusnaturalismo de Hugo Grotius (1583-1645) e o nominalismo de Guilherme de Ockham (1290-1349). É a declaração dos direitos humanos de 1789 - muito diferente, no seu espírito, da contemporânea declaração americana dos direitos humanos - que está na origem das democracias totalitárias do século XX. Neste século, a tentativa máxima de fundar os direitos do homem sobre a razão humana foi a do jurista Hans Kelsen (1881-1973), para quem a validade da ordem jurídica se funda na pura "eficácia" das normas, ou seja, no respectivo poder de facto. O fundamento da lei é a norma positiva basilar (Grundnorm), provada de toda e qualquer base metafísica ou moral, porque "só uma ordem normativa pode ser soberana, isto é, só ela pode ser uma autoridade suprema". Os procedimentos legais substituem assim a moral e a lei natural.
Uma vez dissolvido o fundamento universal e metafísico da lei natural, uma vez abandonado o próprio conceito de norma objectiva, torna-se fácil demonstrar a fragilidade e a precariedade dos direitos que se pretende construir com base na pura criação racional da norma. Se o fundamento dos direitos do homem não é a lei natural, mas a lei positiva criada pelo homem, torna-se possível toda e qualquer fabricação de novos direitos.»
 
 
In "A Ditadura do Relativismo" - Roberto de Mattei.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O sócretininho

Tenho de dar razão aos que previam há cerca de um ano e três meses atrás, que Passos Coelho era um "sócretininho" em potência. Parece até tê-lo ultrapassado (ao sócretino). A marcha da destruição do país segue imparável, ao contrário do que muitos supunham, eu incluído.
 
Quanto aos mé(r)dias, os mesmos dedicam-se afanosamente à desinformação, debitando algumas inverdades e distorcendo contextos.
O retrato do país é "anémico", "surreal", a raiar o absurdo total... Alguém que explique; Se Portugal tem um problema de dívida, como pagar a mesma se é retirado poder económico às famílias e às empresas? Que receita neoliberal é esta de "estrangular economicamente" o "povão"? Assim não se paga qualquer dívida, protela-se a mesma indefinidamente, pois que os fins justificam todos os meios. E o "povão" é "carne para canhão".

No tempo do "fascista", lá com todos os seus defeitos e erros, o país pagou a dívida da 1ª república (que também era colossal), um novo "fascista" ressurgirá das trevas para acabar com a pandiceia partidocrática da 3ª república. E conjuntamente com 2 ou 3 ministros, tal como no tempo do 1º "fascista", pagar-se-á a dívida da 3ª república.

A história repete-se; o tempo é circular, vivemos os mesmos problemas (com amplitudes diferentes) de há cem anos atrás. Seria de bom tom começar a tirar-se as devidas ilações.