quinta-feira, 26 de abril de 2012

O mistério Álvaro Santos Pereira





Esta é a página nº 511 do livro “
Portugal na Hora da Verdade – Como Vencer a Crise Nacional

(editora Gradiva), escrito por
Álvaro Santos Pereira, agora Ministro da Economia e do Emprego.

O cabeçalho desta página é elucidativo … “Políticas para retomar o Sucesso”.

Será que o Sr. Ministro pode mostrar esta folha ao seu chefe Passos Coelho e ao seu colega dasFinanças? Ou será caso para dizer: “Façam o que eu digo (escrevo) e não façam o que eu faço” ?


 Aqui segue a transcrição da página em causa: «Claro que não. Como sublinhei ao longo deste livro, há fortes indícios de que o nosso Estado está a matar a economia nacional. No entanto, isto não quer dizer que os funcionários públicos sejam os responsáveis por esta situação. Com efeito, nada poderia estar mais errado. Uma verdadeira reforma do Estado que torne as nossas contas públicas saudáveis e sustentáveis não deve ser feita contra os funcionários públicos ou contra o serviço público. Muito pelo contrário. Uma verdadeira reforma da administração pública terá de melhorar o serviço público, não piorá-lo. Uma verdadeira reforma da função pública terá de aumentar o prestígio do emprego público, não diminuí-lo. Uma verdadeira reforma do Estado terá de incentivar a auto-estima dos funcionários públicos e fazer com que sejam eles próprios a estimular a mudança de que a nossa administração pública necessita. Finalmente, uma verdadeira e duradoura reforma do nosso Estado não poderá encarar a necessária dieta da administração pública como uma mera poupança de euros e de despesa pública, mas sim, como uma oportunidade única para melhorar a eficiência do Estado e, assim, simplificar e auxiliar a vida dos portugueses. É neste sentido que uma reforma da administração pública tem de ser feita com os funcionários públicos e não contra eles. Porquê? Porque toda e qualquer reforma que seja contra os funcionários públicos está condenada ao fracasso. E porque, como já disse, não são eles os responsáveis pela situação actual, mas sim os nossos governantes. É verdade que os funcionários públicos têm, em média, remunerações e benefícios sociais um pouco acima dos auferidos no sector privado. No entanto, não só esta situação é comum a quase todos os países mais avançados, como também não podemos fazer da função pública o bode expiatório desta crise. Não são. A culpa do descalabro das finanças públicas nacionais não é dos funcionários públicos, é dos governos.»
  

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Música dedicada a todos os políticos abrileiros - cuidado bola vermelha

25 de Abril = traição sempre

Neste malfadado dia, há 38 anos atrás, uns idiotazinhos enfiaram um cravo no cú (ou mais do que um), se calhar houve quem enfiasse um ramo deles, e fizeram uma (pseudo)revolução. Revolução essa que serviu apenas para os militares se encherem de benesses e para os ladrões tomarem o poder de assalto.

Corrupção, traição (à pátria), comunização (bestialismo comunista), socialização (socialismo degradante), ignorância e virtudes democráticas(??!!) foram o pão nosso de cada dia, desde esse fatídico dia.

Liberdade e democracia?? Onde?? Mas, onde, mesmo?? Que vergonha de políticos. A geração abrilina deu cabo de tudo. Não há respeito, não há educação, não há civismo, não há cultura, não há nada de que nos possamos orgulhar.

Fascismo?? Qual fascismo?? Isso é o argumento típico daqueles que não têm argumentos. O Estado Novo nunca foi fascista. E quem duvidar disso que consulte os livros de história. Que leia Mircea Elliade, que leia António José de Brito, que leia Luís Teixeira, que leia Pound, que leia Plínio de Correia, que leia muitos outros autores que se debruçaram sobre o tema.

O fascismo na boca dos esquerdoídes lamacentos, é arma de arremesso, há falta de argumentos como acima já foi dito. Nem sequer sabem com rigor o que é o fascismo.
 Essa gente poderia sofrer um choque anafiláctico se soubesse da verdade, mas como a verdade desses grupos é uma piranha gigante com cravos e rosas, nada mais podemos esperar....



25 DE ABRIL, TRAIÇÃO SEMPRE
25 DE ABRIL, TRAIÇÃO SEMPRE
25 DE ABRIL, TRAIÇÃO SEMPRE

Coordenação social: a Nação no Estado

«Apesar do que tenho vindo a dizer, nós não faríamos mais do que passar de um texto para outro, de uma ficção para outra, se não procurássemos coordenar devidamente, no Estado, todos os elementos políticos da sociedade.

O liberalismo político do século XIX criou o «cidadão», indivíduo desmembrado da família, da classe, da profissão, do meio cultural, da colectividade económica a que pertence, e conferiu-lhe, para que o exercesse facultativamente, o direito de intervir na constituição do Estado. Assim se encontravam definidas as fontes da soberania nacional. Examinando bem as coisas, vê-se que estamos em presença de uma abstracção - conceito erróneo ou insuficiente -; e que é certamente nos grupos naturais essenciais à vida individual, e que realmente constituem a sociedade política, que se encontrará o ponto de apoio que procuramos.


E eis, na base, a família, célula pessoal irredutível, núcleo originário da paróquia, da comuna e, portanto, da Nação. Ela é, por natureza, o primeiro dos elementos políticos orgânicos do Estado constitucional. Eficazmente protegida na sua formação, conservação e desnvolvimento, a família deve exercer, pela voz do seu chefe, o direito de eleger os membros dos corpos administrativos, pelo menos os da sua paróquia, pois esta não é mais, em suma, do que a expressão natural das famílias ou dos lares unindo-se pelos seus interesses comuns. É assim que o cidadão tem direitos políticos bem fundamentados.


As corporações morais e económicas, como as universidades, as academias científicas, os círculos literários, artísticos e técnicos, as associações agrícolas, industriais, comerciais, coloniais e operárias são organismos que a civilização cria por instinto, à medida das necessidades sociais. Representando interesses legítimos que seria útil incorporar na colectividade, é uma tendência dos tempos e um bem para o estado que elas se multipliquem e se alarguem a federações e confederações, a fim de se constituírem em factores da Nação organizada. Como tal, devem contribuir, pelo seu voto ou a sua representação, para a constituição das Câmaras, onde se quer que haja uma delegação verdadeiramente nacional. Uma vez mais, deixa-se uma ficção - o partido - para utilizar uma realidade - a associação.»


"Como se levanta um Estado - Oliveira Salazar"

Sinceridade do poder

«Tem o Estado Novo português uma política ideológica, isto é, admite ele a verdade de uma certa doutrina e toma a sua defesa? Respondo claramente que sim, na certeza de que só um pretenso Estado liberal poderia adoptar uma atitude contrária. Ora o liberalismo, no sentido absoluto do termo, não existe nem nunca existiu: do ponto de vista filosófico é um contra-senso, e na ordem política é uma mentira.


O Estado é por si mesmo, e qualquer que seja a sua forma, uma construção política derivada de um sistema de conceitos fundamentais: conceito e valor da Nação, conceito da pessoa humana e dos seus direitos, fins do homem, prerrogativas e limites da autoridade. Daí deriva logicamente tudo o resto. E como é da essência mesma do poder procurar manter-se, haverá sempre um número grande de princípios que o poder não deixará discutir, isto é, a propósito dos quais a liberdade não existe. Não se consegue negar este facto.

Se o Estado é uma doutrina em acção, não seria lógico que ele se desinteressasse da sua própria ideologia: tem, pelo contrário, a obrigação de defendê-la e propagá-la, tendo em vista a sua própria consolidação. Se o Estado se considera, sobre certos pontos, o detentor da verdade, a sua neutralidade seria inconcebível. A indiferença face a um princípio equivale, com efeito, à negação deste princípio, e não raras vezes o silêncio pesa mais do que o progresso da ciência e a liberdade da educação. É por isso que devemos tornar clara a nossa posição.


No que diz respeito ao progresso da ciência, os princípios fundamentais que cosntituem a ideologia do Estado Novo não são e não pretendem ser um tratado de direito político. Eles não traduzem o que é, mas o que deve ser, e o que deve ser escapa à ciência.


Em segundo lugar, o Estado não é, em Portugal, o educador por excelência; a função educativa é, antes de mais, da competência da família, com a qual o Estado colabora, só a substituindo em caso de inexistência ou incapacidade. Na educação, a liberdade existe, pois, e é respeitada - sob reserva da obediência a uma meia dúzia de princípios fundamentais, formulados de resto em favor da própria família e da comunidade a que está ligada. Posto isto, seria ridículo que o Estado receasse ensinar a sua doutrina às novas gerações e reconhecesse aos agentes do ensino o direito de ensinar princípios opostos, agentes do ensino que as famílias não escolhem mas são obrigadas a aceitar. Em nome de quê teriam tal direito?


Nesta óptica, de resto, não pedimos grande coisa: noção e sentido da Pátria e da solidariedade nacional; família, célula social por excelência; autoridade e hierarquia; valor espiritual da vida e do respeito devido à pessoa humana; obrigação do trabalho; superioridade da virtude; carácter sagrado dos sentimentos religiosos - eis o essencial para a formação mental e moral do cidadão do Estado Novo. Somos pois, contra todos os internacionalismos, contra o comunismo, contra o socialismo, contra o sindicalismo libertário, contra tudo o que diminui, divide, desagrega a família, contra a luta de classes, contra os sem-pátria e os sem-Deus, contra a escravatura do trabalho, contra a concepção puramente materialista da vida, contra a força como origem do direito. Somos contra todas as grandes heresias do nosso tempo, tanto mais que não há prova de existir um único lugar no mundo onde a liberdade para propagar tais heresias tenha constituído uma fonte de bem; esta liberdade, quando se a concede aos bárbaros dos tempos modernos, só serve para minar os fundamentos da nossa civilização.


Entretanto, se por política do espírito se entende a defesa dos valores espirituais contra a vaga crescente do materialismo, declaramos ser partidários dessa política. Pensamos que as nações estão em vias de malbaratar o seu património moral e de trocar por «um prato de lentilhas» a grande herança espiritual que os séculos lhes legaram.


A unidade moral e religiosa já não existe infelizmente em parte alguma, mas cada nação possui ainda uma reserva de sentimentos cuja nobreza deveria ser exaltada para que se não perdesse. A elite possuidora destes sentimentos diminuirá cada dia mais, na loucura do nosso tempo, em que a sede de benefícios materiais e a dissolução dos costumes corromperam a riqueza e as suas fontes, o trabalho e as suas aplicações, a família e o seu valor social. 


Não me parece que seja possível ultrapassar as dificuldades do presente, se o mundo não conhecer um longo período de idealismo, de espiritualismo, de virtudes cívicas e morais.»


"Como se levanta um estado - Oliveira Salazar"

terça-feira, 24 de abril de 2012

Em vésperas do 25 da silva

«Em Março de 1928 os operários católicos de Coimbra realizam uma festa no recreatório Ozanan. Em determinado momento faz-se um grande silêncio. Um homem que foi deputado por um dia e ministro durante menos de uma semana; «sábio lente da Universidade de Coimbra», apontado já como «alta figura do movimento do rejuvenescimento nacional», comentador brilhantíssimo dos factos políticos, financeiros e económicos da sua época, educador, e mais do que educador - Inspirador da mentalidade de novas elites, sobe o estrado e, perante milhares de ouvintes ansiosos e crentes, começa a sua conferência «Duas economias».

Não tardará que a Nação solicite a sua competência, a sua exemplar honestidade, as suas qualidades excepcionais de pensador e o seu temperamento de homem de estado de formação extraordinária a fim de assumir nos destinos do País papel que as circunstâncias tornaram de dificuldade apavorante e só próprio e designado para uma figura de excepção no quadro de excepção dos valores nacionais.

O Professor Doutor Oliveira Salazar fala sobre estes dois falsos conceitos de riqueza: - «produzir para esbanjar - produzir para ser escravo do dinheiro». Depois de dizer que produzir é coisa diferente de ganhar explica largamente a sua ideia sobre a função da riqueza e o valor das pequenas economias; o valor da economia no lar; o trabalho da mulher e a verificação que não é só nas classes que se desmancham os lares. Evidenciados os princípios do Evangelho em matéria de economia termina: «Estamos em Portugal a braços com dificuldades graves que excitam o nosso patriotismo e fazem apelo à nossa dedicação. O patriotismo impõe-nos, certamente, deveres de vária ordem, mas permiti-me um conselho: não ponhamos no noss espírito o escopo, aliás elevado, de salvar a Pátria; deixemos essa missão aos governantes auxiliados pela Providência. Nós podemos todos fazer uma coisa mais simples e de muito maior alcance: trabalhemos o mais que pudermos - o melhor que pudermos; no nosso trabalho e na nossa casa economizemos, gastemos o melhor que pudermos. A missão dos governantes fica, por esse simples facto, extraordinariamente facilitada, e eles certamente no-lo agradecerão mais que discursos inflamados. Nós falamos tanto!...»


A personalidade política de Salazar que começara a formar-se na influência sedutora da doutrina social das grandes encíclicas do humanista Leão XIII, em 1900-1908; que depois se exterioriza expressivamente, nos dois anos seguintes, nas conferências de Viseu, avoluma-se em preparação, ganha mais alto sentido de aperfeiçoamento com a vida no C.A.D.C. e vem alcançar nos congressos de Lisboa, de Braga e de Coimbra, e também na campanha da imprensa, após alguns anos de professorado e de enriquecimento cultural, o expoente mais alto da sua vibração.
Estas referências de datas e lugares são pontos no curso normal da linha recta das suas ideias.»



In "Perfil de Salazar" - Luis Teixeira.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

A agenda maçónica - parte II

Falando apenas no caso português, como é que uma associação que se diz filantrópica, pode permitir as desigualdades existentes? Não têm poder para isso? Será que não mesmo?

Pois então, de que serve um código de conduta e uma certa partilha de valores, difícil de suportar segundo os mesmos?
Somos o país mais assimétrico da UE, país onde as desigualdades chegam a ser em alguns sectores quase o triplo da média europeia. O nosso país, Portugal, é um país completamente irreal, não tem base de sustentação, há muitos e muitos anos. Tendo tudo isto vindo a piorar desde uma certa data para cá.

A conduta moral de alguns e de outros, é bem representativa dos epítetos que poderíamos atribuir a esta terceira república, em ligação permanente com os órgãos de desinformação massiva.

A "chafurdice ecológica e o cleptogamanço ao serviço da tortuária" [instrumento de tortura representado pelo estado], poderia ser um dos epítetos. Outro poderia ser por exemplo, "De maço na mão e ria, plutomartírio sem fim".

Em tom mais sério, diga-se que o conhecimento, qualquer que seja, deve ser passado a outros. Mas evidentemente que nem todo o conhecimento pode na realidade ser passado a outros, pois nem todos podem suportar o impacto de certas informações. E aqui é que está o grande problema com o qual não se contava anteriormente. Porque tudo nesta era pós-moderna se transformou em castelos de cartas prestes a ruinar.

terça-feira, 17 de abril de 2012

A agenda maçónica

Quando se fala em maçonaria, deve-se ter em conta os antecedentes, a realidade histórica e o enquadramento situacionista. Há uma maçonaria antes das «luzes» e uma outra, que provavelmente não se deveria chamar maçonaria, depois das «luzes». É importante ter isto em conta, caso contrário, induzimos o erro.

A maçonaria já existia nos séculos XV e XVI, como os construtores de catedrais góticas, os pedreiros livres, únicos detentores dos segredos, mais ou menos esotéricos, sobre as relações numéricas das catedrais. Na altura, o clero convivia sem problemas com os pedreiros livres, apoiando-os financeiramente e alguns desses pedreiros livres frequentavam as igrejas sem nenhum tipo de engulhos psico-religiosos.

A partir de meados do século XVII, a maçonaria inicia um processo de auto-implosão. É invadida por uma série de oportunistas e vigaristas, que sempre existiram em todos os séculos, e transforma-se numa cooperativa de gente muito influente no mundo.

Por mais voltas que queiram dar à situação, e depois de ler um livro sobre o tema editado pelo diário de notícias, é irreversivelmente provado que as boas intenções manifestadas nessa série de entrevistas a diferentes pessoas do meio maçónico não passam disso mesmo, boas intenções.

A percepção que existe, e eu não duvido de que ela não esteja totalmente errada, é que este estado de coisas tende a perpetuar-se. As boas intenções caminharão lado a lado coma  destruição.

Como é possível alguma organização ter tanto poder de influência, a nível literário, académico, financeiro, etc. etc. e não se notar nenhuma melhoria? Algo não bate certo, e não é apenas um problema de «iluminação própria» nem de qualquer lenda maçónica de Hiram, nem sequer os lucíferos seriam de marte...

Os segredos há muito que estão perdidos, pelo menos aqueles que nos valeriam de alguma coisa, quanto à simbologia que hoje a maçonaria utiliza e que repito, na minha opinião não deveria usar o nome maçonaria, é apenas folclore disfarçado de esoterismo, e quem pensar um pouco depressa chegará a essa conclusão.
Em relação à teurgia, essa é de uma pobreza argumentativa de pôr os cabelos em pé.