quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A CEE, a comunidade e a união europeias

A construcção do actual espaço geopolítico europeu prefigura desde há muito, o «pan-gnosticismo», a «certeza» de que nenhuma crença é verdadeira, e assim sendo, a "reserva moral" do homem começa a aproximar-se do seu grau limite. Se tudo é posto em causa, muitas vezes sem qualquer nexo causal aparente, só podemos começar a questionar o grau de sanidade da sociedade.
 
Há muitos equívocos opinativos sobre a fundação da CEE, e a "paz" da qual a mesma dizem ser responsável, não passa de uma "paz podre". O recente nobel da paz deste ano é o exemplo perfeito de tal situação. A situação, aliás, foi mais do que caricata, foi estropitosa! Mas, como os interesses americanos na europa foram acautelados, e dirigindo-se os mesmos para o pacífico, malhem lá um nobel para a uniãozeca europeia, para que o povinho mascoto e inculto por decreto, acredite nessas patranhices, ganhando assim os governos (maçonaria) e os grandes monopolistas (trilateralistas e bilderbergs). 
 
E a farsa, à boa maneira "democrática", continua; em Portugal há o perigo (para o povo, claro) de o partido que mais contribuiu para o descalabro do nosso país, seja mais uma vez premiado!! O governo pode ser-lhes entregue de bandeja... e foguetes em bruxelas...  

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A lei e a ética

A legalidade de uma acção surgiu com o direito positivo, para fazer funcionar a lei. Esta legalidade gerada pelo direito positivo, distorce o conceito natural de lei, transformando-o num conceito abstracto.
No direito natural o que importa é se determinada acção é justa ou não, e não a sua suposta legalidade, baseada nos critérios discricionários do direito positivo.
Como a legalidade é o "ponto de partida" do sistema jurídico moderno, atira-se para o limbo a ética, não interessando de forma nenhuma a sua discussão. Segue-se que, no actual código penal português, notamos uma série de leis sem o mínimo de ética.
 
Segundo o critério positivista, a lei é para cumprir, independentemente da ausência de ética que a mesma manifesta, ora assim sendo, o direito positivo, incentiva o crime! Para além disto, o direito positivo manifesta uma autoridade moral superior à das consciências individuais, protegendo as injustiças e promovendo uma série de actividades lesivas para os interesses do país.
 
Podemos concluir que a actividade ilegal não é um defeito nem a obediência à lei é uma virtude.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O dia a dia do comércio tradicional

Com raios de sol ou chuviscos frescos, o panorama agrava-se. O comércio dito tradicional, responsável por mais de 64% dos impostos pagos em Portugal neste sector de actividade, vive dias de grande agonia. O comércio tradicional é muito mal tratado pelos nossos governantes.
Lembraram-se de inventar umas mini-impressoras para o micro e pequeno comércio (que não possuam programas informáticos) que custam a módica quantia de 1300 e tal euros! Se já há casas comerciais que mal conseguem fazer 2000 euros mensais, como se justifica isto?
 
Pois é meus senhores, o que se pretende, à sucapa, é que o dito comércio tradicional vá fechando portas. Sem tirar nem pôr. E depois vai ao AKI, ao MAX-MAT, ao bricomarché, ao Manel da chouriça e toma lá que já almoçaste. Pagareis preços muito mais elevados do que pagarias no comércio tradicional. E posso dizer-vos que na tríade, lar, construcção e bricolage, na ordem dos 15 a 25% mais elevados.
 
Mas isso não importa nada, o que é preciso é garantir monopólios para os amigalhaços poderem respingar brejeirices na democracia fedorenta cá do sítio. E quem ousar dizer as verdades daqui para a frente[a censura da internet vai ser uma realidade], será classificado de perigoso agitador e tolinho no grau quase máximo. 
 
Lutar contra isto, e eu que trabalho no comércio tradicional há 22 anos a tempo inteiro e 27 se contar com o tempo parcial, está a ser muito difícil. Eu conheci a fase de  crescimento do comércio tradicional[anos 1987 a 1990], assisti ao seu auge [anos 1992 a 1999], assisti à queda do mesmo [anos 2004 a 2010] e agora assisto à destruição final do mesmo [anos 2011, 2012, 2013, ?].

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Drums and Pipes

Só falta o Nobel da estupidez

É engraçado e irónico que a comissão europeia pretenda excluir o cristianismo dos valores europeus e queira, por outro lado, adicionar valores referentes ao Islão e a outras religiões. Com esta atitude, está-se a declarar guerra a todos os europeus.
 
Atribuir um prémio Nobel a ditadorzecos destes, a guerrilheiros ao melhor estilo do "Sendero Luminoso", é fazer de toda a gente burra. As pessoas deveriam unir-se e denunciar esta patranha, denunciar Mossieur Barrosooo, o pulhento Van Rompuy, o caguinchas da sisbónia, a bêbeda do "luxamburgo" e restantes malfeitores. 
 
Uam instituição que faz leis contra os naturais do espaço europeu, é a coisa mais anti-natura de que há memória. A união europeia não foi criada para a paz, como dizem muito mentirosamente, foi criada para para sermos "sodomizados" até ao último sestércio, provocando a falência da europa e dos europeus em favor de um modelo plutocrata, prestes a instaurar a escravatura.
 
 
Mas não se surpreendam; não é por acaso que o palhaço-môr da união europeia, que saiu dos esgotos comunistas do PCTP português, seja de há oito anos a esta parte presidente da União europeia, os resultados estão à vista; o fantoche faz aquilo que os seus amos que estão nos bastidores lhe mandam fazer... também não é por acaso que o (a) actual chanceler da Alemanha, a maior potência da europa, também ela tenha vindo dos esgotos comunistas alemães. Mas isto não fica por aqui, Van Rompuy, também ele militou na sua juventude em partidos comunistas, assim como a bêbeda do "luxamburgo", já citada em cima, e muitos outros eurodeputados presentes naquela "mansarda inqualificável". Como vemos, o comunismo não governa directamente, mas as suas ideologias tão nefastas, estão hoje bem patentes.
 
 
 
 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Até a Academia dos prémios "Nobel" está minada!

A atribuição do Nobel da Paz à União Europeia, a efectivar-se, será uma patranha do tamanho da própria Europa. Não há memória de tal coisa. Uma instituição que passa a vida a guerrilhar os seus próprios habitantes, pretendendo exterminá-los a prazo, estar em vias de receber o Nobel da Paz é uma flagrante declaração de guerra a todos os habitantes desse espaço.
 
A desvalorização contínua da Europa tem um objectivo máximo há muito definido. A "miscigenação", que não é só de pele, mas também cultural, mental e psicosocial. É para isto que se destroem as tradições, que se esbatem as fronteiras, se radicaliza o discurso em torno da igualdade... 
a tão famigerada moeda única europeia foi apenas um instrumento para dominar a finança, as "tendências" e destruir o máximo possível de pessoas naturais desse espaço (Europa). O Euro foi o "isco perfeito" que os senhores do mundo lançaram ao mundo [o pagode, nós todos].
 
E agora temos de aturar, a "fossa discursiva" dos arautos da democracia, que andam durante 10 anos a metralhar a europa com medidas e mais medidas, não querendo encarar de frente o erro do Euro, provocando assim, o desastre económico e social.
 
Não será possível sustentar esta situação por muito mais tempo. A sustentabilidade económica do nosso país está em risco, e ninguém o que admitir. E entretanto venha de lá um "Nobel".
 
 
 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Portugal 2013 - rumo ao deserto

Segundo números avançados por certas agências, saíram do país neste ano prestes a findar, 125000 pessoas. Já tinham sido mais de 100000 em 2011, e cerca de 75000 em 2010. Perante estes números, sempre em crescendo, o novo ano que se aproxima poderá ser o paroxismo final que conduzirá Portugal à sua quarta descida aos infernos. Depois da morte de D. Fernando I, do desastre de Alcácer -Quibir e do regicídio, Portugal volta a descer aos infernos.
 
O actual inferno de Portugal será de défice de pessoas e défice de ideias e de integralidade.
Esta situação é a mais difícil de todas as úlitmas referidas, acabou-se há muito o tempo da espada e do império, estamos reduzidos à triste condição do "enforcado" que caminha alegremente por entre bosques de choupos e tílias, qual sombra mais negra da noite.
 
2013 poderá ser o ano das sombras definitivas que pairam sobre este martirizado país. E que ninguém espere melhorias com simples eleições e mudanças de governo, nem sequer pense que com a "democracia que não existe", poderá resolver algo. A cada novo governo, e pela amostra tida da década de noventa para cá, PIOR GOVERNO.
Foi tudo um embuste bem montado, abril serviu para isto que estamos aqui a assitir e sentir. Não há democracia no sentido que a publicitam e utilizam para justificar o que aconteceu e está a acontecer, e só posso começar a dar razão aos muitos críticos da democracia, que diziam e ainda dizem (outros mais recentes) que tal regime é a utopia política elevada ao quadrado.
Analisar onde falhou a democracia, implicaria recuar no tempo, pois já na antiguidade clássica não faltaram autores que discerniram na perfeição sobre o tema. Importa neste momento, sobretudo, dizer que a democracia abrilina é falsa, vinda de onde veio, não representa quem diz representar, pelos representantes eleitos pelo voto.
 
Mas a farsa abrilina não termina desta forma, a democracia, patrocinada por anti-democratas primários e fomentada pela legião de sanguessugas, será a machadada final no Portugal tal como o conhecemos. Ao deserto de ideias e pessoas, seguir-se-á o deserto final, "um balde de minhocas" na expressão de Kendall Martens.
 
O monstrengo que está no fundo do mar
não tem nome, nem refém escolhido
é retido como um sonho ao luar 
vive para viver e não tem partido 
 
O monstrengo que está no fundo do mar
morre para não viver, o que sente no ar
é o abismo que enrola os seus filhos
é o perfume fétido, tudo tem de acabar
 
O monstrengo que está no fundo do mar
não sabe por que vive nem porque quer ser
a maldição é tão estropitosa e perdura
para estas e para outras, antes quebrar que torcer
 
 
   

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Portugal - a "Grécia" que não é mas virá a ser

Lá para os lados dos corredores poeirentos de bruchelas, imbuídos de uma visão "diabólica" e de um senso apurado para o clímax da decadência final, chega-se à conclusão que Portugal não é a Grécia e que os esforços de consolidação do governo português são dignos de louvor.

Dar-se-ia o caso de estarmos todos loucos, se não soubéssemos já que os "ejaculadores democratas" de bruchelas, desconhecem a realidade [aquela que mais interessava conhecer], mas, desconhecimento para os mesmos, é igual a muito poder.
 
O poder é tal que se permite legislação abusiva e destituída de qualquer base moral para opinar e sancionar contra a família, a vida, o homem, a hierarquia, a lei natural [visível por si própria, não necessita de ser explicada, nem precisa de decretos].
 
A ordem e a tradição foram substituídas pelo mergulho na selva, na salganhada, na eterna dívida, que implodirá algum dia.
 
A "grécia" que não é hoje, sê-lo-á algum dia, a continuar na senda dos elogios bruchelistas e da destruição massiva do país.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Concepções erradas de Deus segundo Voegelin

«A verdade do homem e a verdade de Deus são uma só coisa, una e inseparável. O homem viverá a verdade da sua existência quando abrir a sua psique à verdade de Deus; (...) Platão colocou a parábola da caverna, com sua descrição da periagoge, a conversão, o ponto de inflexão a partir do qual a inverdade da existência humana, tal como prevalecia na sociedade sofista ateniense, é superada pela verdade da Ideia. Platão compreendeu, ademais, que a melhor maneira de assegurar a verdade da existência era a educação adequada desde a primeira infância; por essa razão, no segundo livro da República, ele quis eliminar da educação dos jovens as simbolizações impróprias dos deuses, tais como propagadas pelos poetas. (...)
Nessa mesma ocasião, Platão isolou o componente gnosiológico do problema. Se, durante a juventude, a alma for exposta ao tipo errado de teologia, ficará deformada em seu centro decisivo, no qual se forma o conhecimento da natureza de Deus; a alma se tornará presa da "arqui-mentira", o alethos pseudos, que é a concepção errónea dos deuses».


In A Nova Ciência da Política (Edição brasileira) - Eric Voegelin

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O orçamento do descalabro

Contrariamente às previsões, ou talvez não, o orçamento de estado 2013 foi aprovado. Diga-se em abono da verdade que aquilo é mais um (des)orçamento do que qualquer outra coisa.
Os "lambe botas" da assembleia, qual acto de profunda traição, votaram favoravelmente ao orçamento de estado.
Agora é que vão ser elas, vai-se criar aqui um problema inimaginável. As pessoas não vão pagar. Simplesmente. Não haverá possibilidade de se pagar aquilo que este orçamento de estado prevê e pretende. Ninguém vai pagar a ninguém. As dívidas irão acumular-se e, mais uma vez, entupir tribunais. Os "lambe botas" parlamentares ignoram o assunto, fazem tábua rasa de tudo e de todos, só para tentarem diminuir o défice (o que não será conseguido) e manter as mordomias da «jouça» partidocrata e dos seus amiguitos, os agentes que gravitam em torno da gamela do estado, subsidiada e paga pelas pessoas deste país.
 
Não há país nenhum na Europa, nem a Albânia, onde as pessoas sejam tão mal tratadas como aqui. Não há nenhum respeito, seja por quem for. Apenas há respeito pelos vigaristas e pela chularia que absorve todo o dinheiro dos nossos impostos e taxas.
 
O partido que mais contribuiu para este estado de coisas será de seguida premiado; os portugueses, quais burros de carga, irão mais uma vez eleger o partido que se entretém a escacar o que resta do mesmo.
 
Não é preciso ser-se economista para se saber que este orçamento de estado servirá para empobrecer definitivamente (durante longos anos) a população portuguesa. Mas a mando de quem?
 
RESPONDA QUEM SOUBER.
 
 

Os Engenheiros da música

Deep Purple - Beethoven HD 1993 (Live at the Birmingham)

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Os corpos intermédios

«A concentração de poder na pessoa de um só governante, é condenada pela razão e pela filosofia política, dada a facilidade com que daí se passa à tirania.
Nas Monarquias também esse perigo é de recear, e previne-se levando o Rei a delegar parte do seu poder em corpos eleitos pelos cidadãos, em harmonia com as suas actividades e os seus interesses. Estes corpos são designados CORPOS INTERMÉDIOS, e são os autênticos representantes do povo, por serem representantes naturais, defensores do seu bem-estar, das suas liberdades, pelo cerceamento que fazem, à custa da autoridade que lhes é própria, dos possíveis abusos do poder central ou dos seus agentes. Só por motivo de existirem, garantem que as liberdades em que se concretiza a Liberdade, serão vividas, fomentadas e respeitadas.
Já na sua Encíclica «Quadrigessimo Anno», sua Santidade o Papa XI preconizou a reforma da vida colectiva através da reconstituição destes Corpos Autónomos, de natureza económica e profissional, «não imposto pelo Estado, mas de direito próprio». E acentuou que «seria injusto e gravemente perturbador da ordem social, atribuir a uma sociedade maior e mais alta, aquilo que pode ser feito pelas comunidades inferiores».
 
 
In Para Um Verdadeiro Governo do Povo - Prof.Doutor Jacinto Ferreira

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Manifestação? A verdadeira manifestação continua por fazer

A ideologia das "luminárias neomarxistas" apela declaradamente à violência para atingir os fins pretendidos. Mas a esta violência, uma outra violência se lhe segue, sempre em espiral.
As manifestações nada resolvem, podem fazer milhares delas que tudo continuará na mesma. O problema desta sociedade é metapolítico.

A manifestação que deveria ser feita implica o fim do "mamanço" por parte das centrais sindicais e seus "lambrins", implica um "caderno de reivindicações" suportado por um "grupo de pressão", como seja a arma do boicote a uma série de serviços e produtos, sobretudo dos grupos monopolistas (EDP e PT, infelizmente impossível), enquanto essas reivindicações não fossem aplicadas, assim como estender o boicote aos partidos políticos, votando-se massivamente em branco e/ou nulo.

É impossível dirão muitos, pois é, mas esta é a única "manifestação" que poderá salvar este país.

A polícia bateu pouco na manifestação de 14-11-2012

Violência e património público destruído, eis o balanço da parte final da manifestação de ontem.
Tenho de louvar e enaltecer a acção da polícia, ao aguentar durante bem mais de 1 hora, as pedras, garrafas, petardos e outros projécteis que lhe eram lançados pelos «metastáticos» de serviço.
 
A polícia até bateu pouco se analisarmos bem o que se passou. O desrespeito constante pela ordem e pelos agentes de autoridade mereciam desde logo pena de prisão que deveria ser transformada em trabalho comunitário. Não é concebível que se arranquem pedras da calçada, como se fosse o acto mais natural do mundo, em frente a toda a gente, e se bombardeie com as mesmas a autoridade que está ali para manter a ordem.
 
Qualquer pessoa com dois dedos de inteligência vê logo de onde é que isto parte e a que se destina.
 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O significado de Nacionalismo

O termo Nacionalismo ainda se presta a muitas confusões que convirá esclarecer. Houve uma época em que o Nacionalismo serviu para ocultar as conveniências dos totalitarismos, mesmo do comunismo, em diversos países e territórios.
 
Pode dizer-se que há duas espécies de Nacionalismo - o primeiro considera a nação o valor supremo - o segundo, atribui à nação o valor do melhor meio para a pessoa alcançar os seus fins últimos.
 
No primeiro caso, o Nacionalismo traduz-se numa doutrina de exclusão da caridade internacional, do egoísmo das raças, do desprezo pela personalidade. No segundo caso, é o amor da Pátria, elevado a grau máximo, do qual derivam para a colectividade a maior soma de benefícios e de vantagens.
 
Maurras dizia que de «todas as liberdades humanas a mais valiosa é a independência da Pátria.» O mesmo fez também uma importante distinção entre patriotismo e nacionalismo, considerando o primeiro ligado à ordem natural e o segundo à ordem moral e espiritual, distinção esta que parece um pouco incompleta. O nacionalismo moderado é a doutrina do patriotismo, desde o seu plano sentimental ao plano da inteligência e das ideias. É uma doutrina viva que se renova constantemente.
 
Hipólito Raposo disse uma altura: «Nesta hora confusa em que os partidos e várias formações revolucionárias da república se intitulam nacionalistas, cumpre-nos reivindicar o carácter tradicionalista e legitimista do Nacionalismo Português. Quem se disser nacionalista em Portugal, se não for inconsciente ou impostor, tem o dever de confessar a monarquia e de reconhecer o Rei.»
 
Quase de significado tão confuso e tão diverso como a democracia, o Nacionalismo, não goza, no entanto, do prestígio da democracia, não tendo conseguido conquistar as massas pouco cultas, sendo antes encarado com desconfiança, porque os nacionalismos são apontados como os causadores das duas primeiras guerras mundiais. O que até poderá ser verdade no caso da 1º guerra mundial, mas de maneira nenhuma o foi no caso da 2ª guerra mundial.
 
Numa época como a nossa em que o poder infernal do «marxismo cultural» avulta e se impõe por toda a parte, os que afinal, foram seus percussores filosóficos e os causadores da sua expansão, procuram fazer-lhe frente, içando bandeiras nacionalistas, como numa última e deseperada tentativa de salvarem os seus bens e as suas pessoas. Mas, apenas nós, os monárquicos, os mais ricos de valores morais e espirituais - por isso mesmo os mais ameaçados pelo marxismo cultural - somos os que temos mais a perder.
 
Mas também somos os mais esclarecidos e os mais conscientes, e não nos podemos deixar enredar no "silvado" dos equívocos, porque o esclarecimento das confusões é sempre trabalhoso, doloroso e repleto de surpresas.
 
Nós não somos apenas nacionalistas, dizia Pequito Rebelo, somos bem mais do que isso: somos monárquicos. Assim como somos católicos, na certeza de que ninguém poderia julgar-se habilitado a concluir daqui que não acreditamos em Deus.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Marxismo - o paradoxo nº1

Nos anos 60 do século XX, uma delegação sindical inglesa visitou os principais centros fabris da antiga URSS. Ficou a mesma profundamente impressionada com as más condições das fábricas soviéticas; deficiente ventilação, péssimas condições sanitárias, maquinaria sem as devidas protecções, mukheres a realizarem tarefas que em inglaterra eram unicamente realizadas por homens, etc. Segundo os cálculos feitos por essa comissão sindical, um trabalhador russo casado e com 2 filhos, pagava o dobro dos impostos em relação a um operário inglês nas mesmas condições. Para comprar roupa, por exemplo, custava o dobro ou até o triplo de horas de trabalho, do que custava em Inglaterra.
 
 
O paraíso marxista, panorama fantástico...
 
 
Sustentava o marxismo que o governo do proletariado era uma inevitabilidade. Esqueceu-se, muito convenientemente, que qualquer acção de proletarização das massas trabalhadoras corresponde ao desaparecimento da personalidade. Esta situação impede a elevação da classe trabalhadora a classe dirigente, porque o Poder exige, acima de tudo, personalidade.
 
A luta de classes, outra brejeirice marxista, é uma noção anacrónica baseada nos postulados da luta pela vida e da lei do mais forte, que os transformistas, com Darwin à cabeça, elevaram a dogma inatacável da biologia. Dogma esse que depois se estendeu a outras áreas, quer científicas, quer sociais e políticas. Até chegar às utopias do «marxismo cultural».
 
Mabbot, no seu livro, The State and The Citizen, faz declarações demolidoras: «No sentido estrito da democracia, todas estas tendências, são, indubitavelmente democráticas. Resta saber se tudo o que é democrático é sinónimo de progressivo. O desenvolvimento democrático pode não ser necessariamente desejável, e torna-se duvidoso que a democracia possa ser usada com acerto e consistência na teoria política.»
 
No seu sentido mais lato, tanto democracia, como governo do povo e governo do proletariado, são slogans simbólicos da falsidade do individualismo, isto é, da pretensão de que a plena e total participação de todos no governo, acabará com os problemas da civilização. 

O comunismo - a 2ª estrondosa negação

Tanto o supercapitalismo quanto o colectivismo são filhos do mesmo princípio fundamental da negação da unidade da natureza, subordinada a Deus, e que conduziu, inevitavelmente, o mundo ao barbarismo actual, representado pela quase degradação do homem aos seus mais baixos instintos.
 
O nivelamento por baixo e a escravidão são a consequência fatal da recusa à ajuda mútua e à unidade. (G. Thibon)
 
O comunismo é a democracia individualista levada à sua expressão extrema. Na teoria e na prática é a negação dos princípios cristãos, inclusive daquele princípio enunciado por Gelásio: «Há dois poderes pelos quais é governado este mundo», o que é simplesmente distinguir entre Deus e César, mas sem negar os direitos de César.
O comunismo é o pior dos monismos democráticos, representando uma fase da revolução, do qual a revolução francesa foi um simples episódio, mas com a característica imprevista de se revestir de uma forte autoridade.
 
George Burdeau afirmava que é incontestável que o comunismo procura ir tão longe quanto possível na realização democrática do governo do povo por si próprio, e nisso reside a doença incurável de toda a fórmula democrática - o povo é apenas um elemento em bruto, sem capacidade para agir directamente.
 
Como toda a gente sabe, os postulados de Karl Marx foram todos desmentidos pela realidade, mas ainda há quem não queira ver...
 
Cabral de Moncada dizia que a democracia popular dos comunistas é, ou tende a ser, cada vez mais, uma democracia de homens destituídos de personalidade, ou seja, uma democracia de máquinas, de escravos, de robostes. É uma forma teratológica de democracia: uma democracia mutilada, degenerada.
 
Amadeo de Fuenmayor regista que o comunismo criou um novo capitalismo, muito mais despótico e cruel do que o antigo. Se antigamente a injustiça era originada pela inibição dos Poderes Públicos, agora a injustiça provém do estado recém-transformado em juíz e parte interessada ao mesmo tempo.
 
Karl Marx era burro, era como uma porta, e ainda há nos dias de hoje quem louve e faça vénias a esse tipo... o que Marx poderia criticar era apenas a concentração excessiva de capital, e não a existência de capital.
 
Já Chesterton dizia, com muita razão e acuidade: «O que se deve censurar no capitalismo não é que ele tenha capitalistas a mais, mas sim, que não os tenha em número bastante.»
 
E não é preciso muito para se chegar a essa conclusão; os povos mais prósperos são aqueles onde existe o regime de propriedade privada. Nos estados colectivistas ou comunistas é notória a carestia de bens, a miséria de alguns, sendo as desigualdades muito maiores  entre os privilegiados desses regimes e a restante população. E se dúvidas houver basta olhar para o que foi a URSS durante uma boa parte do século XX, havendo até autores que afirmam que a Rússia estaria hoje muito melhor e provavelmente seria hoje a primeira potência do mundo se não tivesse passado pela fase comunista.
 
 
A democracia individualista e o comunismo têm conduzido a humanidade à degradação total.
 
 
 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O Socialismo é uma estrondosa negação

«Exceptuando o dogma da propriedade colectiva, não se necontra no Socialismo senão estrondosas negações, - disse um dia Almeida Braga, - baseado na asserção de Winterer: os Socialistas não ignoram o que querem derrubar, mas falta-lhes inteiramente a noção do que pretendem construir.» - Prof. Doutor Jacinto Ferreira - Para um Verdadeiro Governo do Povo. pág.82
 
 
Os Socialistas não ignoram o que querem derrubar, mas falta-lhes inteiramente a noção do que pretendem construir.
 
 
O Papa Pio XI sabia-o e anunciou-o: «Ninguém pode ser, ao mesmo tempo, bom católico e verdadeiro socialista.»
 
Ao contrário do que publicitam os socialismos actuais, a desigual apropriação dos factores produtivos e, por extensão, a existência de proprietários, deve ser considerada legítima e harmónica com o interesse nacional. Essa situação constitui um estímulo ao trabalho, à riqueza e à produtividade. O único problema da propriedade é quando a mesma se reveste de ociosidade e ostentação e os detentores do dinheiro serem reconhecidos como classe dominante, apenas por esse facto.
 
Pequito Rebelo dizia que devia ser reconhecido o direito à desigualdade, ou seja, o direito de acesso aos diversos degraus da hierarquia, mediante a revelação das capacidades e dos méritos de cada um.
Mas dizia ainda o mesmo que o conceito de igualdade encerra dois absurdos: a negação das desigualdades e a negação das diferenças; com efeito, dizia ainda o mesmo, que os elementos sociais, ou são comparáveis, e, neste caso, desiguais, ou não são comparáveis, sendo diferentes. A sociologia igualitária desconhece em profundidade os dois aspectos, considerando idêntico o que é diferente, estabelecendo artificialmente um tipo único de homem, estereotipado pela uniformidade do critério teórico ou legislativo, sem atender às diferenças de tempo, de local, de contextos, etc.
 
 
Sir Julian Huxley disse uma altura,  quando ainda era presidente da UNESCO: O nosso sistema ideológico deve rejeitar o mito democrático da igualdade. Os seres humanos não nascem iguais em dons em em possibilidades, e o progresso da humanidade é devido, em grande parte, à própria existência da desigualdade.
 
Livres mas desiguais deve ser a nossa divisa. A educação deveria pautar-se pela diversificação dos talentos e não a sua redução à normalidade estereotipada da igualdade forçada. Estas palavras são altamente anti-socializantes, mas são também altamente científicas.
 
 

Democracia = fraude

Onze dias após a implantação da república, Ramalho Ortigão escrevia a Teófilo Braga: «Nada, em Política, me é mais profundamente antipático do que o votismo e o parlamentarismo, que eu considero os destrutores agentes da capacidade administrativa.»

Não será necessário aqui transcrever as palavras de justa e caústica ironia com que Eça de Queiróz mimoseou o regime da urna e do voto.

Os partidos (actual partidocracia, e não democracia) eram extremamente antipáticos aos teóricos da democracia pura, por serem considerados factores de divisão, e incompatíveis com a unidade e a homogeneidade da nação.

Qualquer eleito de qualquer democracia de votos na urna (é ver o pleonasmo que esta última palavra encerra) é obrigado a ludibriar as massas, servindo uma multidão de interesses particulares, os quais, quase sempre, se opõem ao interesse da nação.

O ludibrio das massas faz parte do ideário de todos os partidos políticos, sejam eles de direita disfarçada (como o actual PSD), sejam eles da merda esquerdista(como Bloco de esterco e PC), ou ainda do socialismo podre (PS), sem esquecer os democratas cristãos(que sacrilégio!) do CDS.


A propaganda republicana pré 1910, tinha prometido aos portugueses que o bacalhau seria vendido a pataco o quilo, o que obviamente não foi cumprido, porque não podia efectivamente ser cumprido, e tudo era dito sem qualquer base honesta de estudo. As multidões deixam-se enganar com as promessas dos ambiciosos medíocres, deixam-se arrastar por sentimentos, deixam-se embalar por gestos e atitudes, por frases e palavras sonoras, acabando por se tornarem servas até à escravidão.
 
O sufrágio universal goza com as pessoas, faz troça delas, trata-as como simples depositários de uma cruz que nada resolve, nem nunca resolverá. É uma BURLA GIGANTESCA, um complemento indispensável às eleições. Talvez por isso lhe chamem jogo eleitoral, pois todo o jogo admite batota, e no sufrágio universal há muita batota, mais do que as pessoas possam imaginar...
 
 

sábado, 10 de novembro de 2012

Liberdade e liberdades

«Só a ingenuidade ou a engenhosidade política de Jacques Maritain, nos poderia levar a abrir um capítulo deste género na autópsia da democracia individualista.
Para Maritain, a sociedade democrática tem sempre de estar alerta, porque aqueles que se lembram das lições da História, sabem que uma sociedade democrática não deve ser uma sociedade desarmada, que os inimigos da liberdade pudessem tranquilamente conduzir ao matadouro, em nome da liberdade.
 
Este período do conhecido filósofo progressista é uma triste apologia da sociedade democrática, porque admite que haja nela homens actuando em nome da liberdade, inimigos da liberdade, o que é paradoxal...»  -  Prof. Doutor Jacinto Ferreira -  Para Um verdadeiro Governo do Povo, pág. 88.
 
 
Triste apologia da sociedade democrática, porque admite que haja nela homens actuando em nome da liberdade, inimigos da liberdade.
 
 
«Por outro lado, aceita que a sociedade democrática possa ser abatida em nome da liberdade, o que constitui uma confissão implícita de que ela, em dado momento, possa encontrar-se em oposição à liberdade, ainda que mais não seja para defender a sua existência.»
 
Ainda segundo o mesmo autor, é destas situações altamente paradoxais que nasce a célebre frase, de cunho abrilino, "de que não há liberdade contra a liberdade".
 
Sempre segundo o autor antedito, os patifes que aspiram a dominar os homens, apresentam-se sempre como os servidores dos mesmos, para os tornarem livres (aqui e sempre, qual o verdadeiro significado de livre?). Não há homem nenhum, por mais democrata que seja, capaz de, deliberadamente, se entregar nas mãos de qualquer patife, os patifes só se revelam tais, depois de terem ludibriado os cidadãos.
 
 
 
Este livro não é muito antigo, foi publicado em 1963, no tempo do "fascista", mas uma coisa é certa, qualquer semelhança com estes ditos aqui transcritos não é ficção nem obra do acaso.
 
 
 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Democracia - três séculos de enganos

Hallet Carr alertava no seu livro, «Vinte anos de crescimento», que após o término da 1ª grande guerra mundial começava a bancarrota do sistema,e que o povo se ia cada vez mais "distanciando" do ideal democrático ao aperceber-se que os direitos da democracia tinham perdido o seu sentido ou eram irrelevantes.
 
Transportando esta afirmação para a nossa época a mesma afigura-se profética, mas muito antes, Rousseau tinha dito: «O povo Inglês considera-se livre, mas está bem enganado, é livre só no dia da eleição do parlamento. Depois desse dia, a escravidão volta, ficando a liberdade reduzida a zero.»
 
Bem elucidativo vindo de Rousseau. Para outros, o regime inglês não era uma democracia mas sim, uma união parlamentar democrática.
Uma coisa é certa, o modelo democrático Inglês serviu de "protótipo" para os restantes modelos europeus, que pensavam à altura, os homens do século XVIII e XIX, ser o mais confiável. O grande paradoxo, é que o modelo liberal inglês serviu de base aos restantes modelos liberais da europa, mas a monarquia inglesa não era liberal. O que quer dizer, evidentemente, que o rei Inglês estava já manietado pela influência nociva que o liberalismo veio gerar, ao pretender liquidar a aristocracia, fundando futuras repúblicas democráticas que passaram a viver à custa dos restos da riqueza moral acumulada por séculos por parte dessa mesma aristocracia. E eis-nos chegados à decadência, no "frontispício" do século XXI.
 
  

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O liberalismo é contra a liberdade autêntica

Refere Jean Touchard que Burke, ao insurgir-se contra os projectos da Assembleia Nacional Francesa dizia que a organização administrativa da Monarquia, era o fruto da história e da experiência, a rede de alvéolos onde se alojavam as múltiplas liberdades concretas; as liberdades só podem ser o produto duma herança, e a liberdade proclamada como absoluta apenas proporciona miséria.
 
 
As liberdades só podem ser o produto duma herança, e a liberdade proclamada como absoluta apenas proporciona miséria.
 
 
É sabido que o liberalismo arvorando a bandeira da liberdade contra as restrições sociais, dissolveu todos os grupos naturais da sociedade, e deixou, assim, o indivíduo indefeso em face do poder crescente e absorvente do Estado. Os grupos dissolvidos como entraves à liberdade, eram precisamente os que limitando o poder político, asseguravam a concretização da liberdade em liberdades sociais, a oporem à absorvente prepotência estatal.
 
 
Foi para a conquista da liberdade que a Revolução de 1789 foi desencadeada. Dissolveu as Corporações e os Grémios. Mas em breve se verificou que essa liberdade, tão desejada, se deixou de ser enleada pelas Corporações e pelos Grémios, não tardou em ser subjugada por umas tantas empresas dominadoras dos mercados e dos preços.
Caiu-se do suposto dirigismo corporativo, no autêntico dirigismo capitalista, na luta do dinheiro pelo dinheiro. E hoje, tal como nos tempos anteriores à Revolução Francesa, o cidadão, a pessoa, procura, por todas as formas defender-se do Estado.
Fernando Amado explica que os defensores da Monarquia ao atacarem o mito da Liberdade o que tinham em vista era, tal como hoje em dia, salvar a liberdade autêntica.
 
 
Os defensores da Monarquia atacam o mito da Liberdade para salvar a liberdade autêntica.
 
 
A palavra "liberdade" é uma palavra acentuadamente monárquica como a história o comprova, e só a Monarquia, mais do que qualquer outra instituição política, tem direito a usá-la, Já nas cortes de Lamego essa fórmula tinha sido lançada: Nós somos livres; o nosso Rei é livre. Nossa mãos nos libertaram.
 
 
 
 
 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Prisão para os ditadores do regime

Vou ouvindo e lendo por aí que cada português teria de contribuir com 20000 euros para saldar a dívida de Portugal. Agora podemos perguntar: 1- Devemos a quem, o quê e quanto?; 2- Quem contribuiu para a dívida e porque não mostram os números às pessoas?; 3- Os que contribuíram para a dívida estão a pagar a sua parte? A resposta a esta última pergunta é NÃO.
 
Se a isto se chama democracia, pois então venha de lá uma ditadura, e não me venham dizer que a ditadura era isto e aquilo. Ora vejam lá se este regime não é ditador, pensem um pouco.
 
O regime actual é uma ditadura disfarçada, mas mesmo sendo disfarçada, não deixa de ser a pior das ditaduras. Em ditadura propriamente dita, podem não existir liberdades de expressão e de movimentos ou uma série de outras liberdades dadas por decreto, mas as pessoas vivem as suas vidas, modestas nalguns casos, mas vivem sem sobressaltos e pesadelos económicos; na ditadura disfarçada (o nosso regime democrático), temos todas essas liberdades acima referidas, excepto duas, a liberdade financeira (eu não devo nada a ninguém, quanto mais 20000 euros) e o direito de vivermos as nossas vidas sem os sobressaltos acima indicados.
 
 
Está claro para toda a gente que a classe política da ditadura disfarçada é a responsável por todo este descalabro financeiro. E eu disse bem, todo o descalabro financeiro. Foram eles que permitiram que a banca concedesse empréstimos "à pá", sem controlo e sem regras, foram eles que permitiram que milhões de euros de subsídios europeus fossem deitados pelo cano abaixo, foram eles que incentivaram, e quase obrigaram, ao desmantelamento da agricultura e da indústria, foram eles que criaram leis de excepção (casa pia, face oculta, bragaparques, submarinos, torralta, centro cultural de belém, expo), para assim poderem roubar milhões sem serem presos, e sem esquecer que as alterações ao código penal acabaram por fazer com que a justiça seja uma palhaçada.
 
 
Mas se formos inteligentes, é só olhar para o exemplo da Islândia. Aqueles sim , tiveram-nos no sítio, chegaram ali, meus amigos ponham-se no caralho, ides presos, e os bancos e restantes credores que vão mamar na quinta pata do cavalo.
 
Enquanto isso, na parolândia, os bátegos vão-se entretendo a fazer manifestações ao melhor estilo abrileco: "O povo unido jamais será vencido", " Liberdade, liberdade, liberdade" e "grândolas que já fomos gamados" e o perfume fétido e podre da perversão abrilina.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Um orçamento muito estranho [estaremos próximos da queda do regime?]

Não restam mais dúvidas, a actuação deste governo PSD é um gigantesco tiro no pé do próprio partido. Esta atitude do PSD e das suas cúpulas de ignorarem as recomendações dos troikianos, 2/3 na despesa e 1/3 nas receitas, irá levar o mesmo às calendas. De seguida, preparemo-nos para mais uma quinzena de anos de governos PS, provavelmente, à mistura com os "neofascistas" dos novos movimentos esquerdistas.
Um dos problemas deste governo é ser composto por ministros que não têm a mínima noção do que fazem, são os "neosocialistas" ao serviço da plutocracia internacional. Se falarmos dos responsáveis máximos deste governo, assustamo-nos com a ignorância dos mesmos em matérias muito básicas de ciência política e económica. Como puderam espécimes destes chegar aos destinos do país?
É no confronto e no debate de perguntas deste género que intuitivamente obtemos a resposta. Há incompetência e má fé ao mesmo tempo, ou seja, existem interesses muito fortes para que as coisas continuem neste caminho: o protelar das dívidas, a erosão do sistema financeiro mundial, a subversão dos valores e da ordem, e, a médio prazo, a supressão das diferenças religiosas e ideológicas.
 
O PSD é um partido neosocialista. O mesmo perdeu as suas referências (já degeneradas) de direita e é hoje um partido factualmente igual ao PS, criadores de uma legião de parasitas com diversos tentáculos.
 
Quanto ao CDS o outro partido desta coligação, diga-se que o mesmo foi apanhado numa situação desprevenida e sem grande margem de manobra, mas ressalta logo à vista que o mesmo apenas está ali para compor número e fazer maioria, portanto nada manda e que estejam caladinhos.
É provável que este partido venha a sair beneficiado do fim mais do que anunciado deste governo (é uma questão de tempo), pois, poderá haver uma deriva de votantes tradicionais do PSD para o CDS.
 
Este orçamento propriamente dito pode ser a bomba implosiva do regime.

A burla democrática

«A burla que caracteriza fundamentalmente o sistema, manifesta-se já antes da eleição, isto é, durante o período de propaganda mantém-se durante a eleição, e persiste após a eleição.
Antes da eleição o cidadão médio é levado a acreditar, sob a influência que nele exercem indivíduos intelectualmente superiores a ele, que lhe basta acorrer às urnas para assegurar para si uma suficiente participação no mando. Após a eleição, é vulgar vários partidos unirem-se para constituirem a maioria parlamentar, e estabelecerem um governo comum que realiza alguns dos pontos previstos nos respectivos programas. E o votante, que pôs no acto eleitoral todo o seu entusiasmo e dedicação, sente-se enganado, e pergunta porque o incomodaram com programas distintos e irredutíveis, obrigando-o a perder tempo e dinheiro - porque não há coisa mais cara na vida pública, do que umas eleições gerais. Mas se quiser protestar contra o abuso dos dirigentes partidários, só o poderá fazer no fim de um certo número de anos, passando-se para outro grupo mais à direita ou mais à esquerda, a menos que resolva, enojado, ficar em casa a engrossar a falange dos desiludidos.
Na prática - diz A. Frantzen - o governo democrático é um monopólio nas mãos de uma classe desprezada: a dos políticos.»
 
 
In "Para Um Verdadeiro Governo Do Povo" - Prof. Doutor Jacinto Ferreira
 
 
 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Acabar com a maçonaria para o renascer da democracia

Não existe democracia. E não existirá enquanto existir maçonaria.
Neste caso concreto, a democracia (que não existe) é o engodo perfeito para servir os interesses maçónicos.
 
A democracia é formal, no papel, com muitos direitos e liberdades que se revelam inúteis, sem aplicação prática. A maçonaria existe, está bem longe de ser formal e inocente, é o maior instrumento de corrupção a nível mundial, é também o elo de ligação e contacto entre a tríade - política, influência e economia. Sobretudo esta tríade porque há outras.
 
 
Podem manifestar-se, indignar-se e partir à vontade, pois isso é o pretendido pela maçonaria; instale-se o caos, para de seguida, num momento de verdadeiro êxtase metastático, se proceder a uma pseudo-salvação e a um novo movimento revolucionário que instaurará a ditadura final.
 
 
Os manifestantes ainda não perceberam que apenas deixando de alimentar este regime partidocrático corrupto se pode começar a mudar algo. Esse será apenas o primeiro passo de outros que terão de se seguir. É preciso retirar os votos aos 5 do costume, só assim se pode começar a minar a maçonaria e aspirar à verdadeira democracia.
ISTO É SIMPLESMENTE, "EXPULSAR OS VENDILHÕES DO TEMPLO".
Quando as pessoas derem esse primeiro passo, duas coisas importantes acontecerão, 1ª - perante a quebra generalizada de votos no clube dos cinco, mas sobretudo nos dois principais partidos PS e PSD, os agentes maçónicos começarão a ficar preocupados, porque os fluxos de capitais e influências que daí adviriam começam a ficar em risco; 2ª - os financiadores e os oligarcas ficarão chateados, pois investir numa coisa que deixou de ser "produtiva", obriga a repensar a estratégia. E, perante a imprevista investida dos cidadãos contra a maçonaria, a mesma terá de começar a tomar precauções.
 
Mas a destruição da maçonaria não passa apenas por deixar de alimentar a república partidocrática portuguesa. É imperioso denunciar as mentiras que lhe estão associadas, ou seja, denunciar a falsidade da filantropia, da igualdade e da liberdade. Sem esquecer que a maçonaria é uma religião imanente por contraposição à religião cristã transcendente.
 
A maçonaria pretende há muito a subversão da ordem e da moral, da política e da economia, da religião e da antropologia.
 
O futuro da humanidade depende da destruição da maçonaria.
 
 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A inversão democrática

A história é uma disciplina com muitas "facetas", imperceptíveis para "os distraídos", sendo a factualidade a principal de todas. Se houvesse um conhecimento mais uniforme (generalizado) da história e das suas implicações, haveria uma outra atitude cívica e política. Não seríamos espectadores passivos destes "roubos descarados", não seríamos desgovernados pelos «mansardistas de serviço», nem viveríamos num regime republicano, altamente lesivo dos interesses das populações, pois que a "traquitana eleitoralista" serve quem muito bem se sabe.
 
 
A data charneira deste processo foi precisamente a de 25-04-1974 em que durante quase um ano o clima de medo foi sendo disseminado pelas populações. Foram estas mesmas levadas a crer que sem democracia representativa não conseguiriam sobreviver e miríades de organizações e partidos políticos foram surgindo como cogumelos, repetindo-se o cenário assustador da 1ª república, a bancarrota e os sucessivos empréstimos levam o país à estagnação financeira. E tudo isto legitimado pelo voto muito democrático.  
 
A nulidade do voto em democracia representativa, e repito, em democracia representativa, está bem expresso na impotência generalizada para alterar o que quer que seja.
 
Afinal só votamos por um partido e por uma cara, o primeiro ministro, findo o acto eleitoral, os ministros são escolhidos não se sabe bem com que critério ou critérios, e não se sabendo bem quem são essas pessoas. Bem que gostava de ver e ouvir manifestações sobre este assunto.
 
A democracia não é só a arte de manipular as massas em surdina, sempre sob a capa da legitimidade do voto; é também a inversão dos valores e dos direitos naturais, onde esses direitos naturais são substituídos pelos novos direitos inventados pelos políticos para benefício deles próprios.

O professor Doutor Jacinto Ferreira, no seu livro, Para um verdadeiro governo do povo a páginas 92 e 93 diz o seguinte: «A sufocação das liberdades, quando não da liberdade total, é o destino fatal de todos os regimes democráticos. É que um dilema terrível surge no caminho das democracias, sobretudo das repúblicas. ou são fiéis à liberdade, e entram, a curto prazo, na anarquia; ou se resolvem a sustentar a autoridade e não tardam em cair na ditadura de um homem ou de um partido.
Profeticamente, o anunciou Alexandre Herculano, ao deixar escrito que na história, o que, geralmente falando, constitui a principal feição do presidencialismo, é servir de prólogo ao cesarismo.
Já Platão havia formulado idêntico prognóstico, nos tempos longínquos da democracia ateniense, ao dizer que da extrema liberdade sai a maior e a mais rude escravidão. E depois de Platão, embora talvez inspirado por ele, disse Oliveira Martins que nenhum sistema político se presta mais à tirania e à burla, do que o sistema aritmético do governo de massas.»


Segundo outros, a democracia parlamentar é a ditadura mais injusta e mais cruel.

Segundo Herculano, guiado pela sua intuição dos fenómenos políticos e históricos, onde predomina a igualdade democrática, a mesma caminha mais ou menos rapidamente para a sua derradeira consequência - a anulação do indivíduo perante o Estado, manifestada por uma das duas seguintes formas - o despotismo das multidões ou o despotismo dos Césares dos plebiscitos.
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O falhanço total do 25 de Abril

As pessoas não querem admitir que a revolução de abril de 1974 não serviu para nada. Foi uma fraude, total, sem tirar nem pôr ...
 
Nas últimas manifestações que se realizaram neste país, só se ouvia as "rotinhas" e "mofas" frases: «o povo unido jamais será vencido» e «liberdade, liberdade». O povo nunca esteve unido, nem pode estar, pois a união envolve e implica um sentimento comum que não existe há mais de 100 anos. Quanto à famosa liberdade, ela só existe quando interessa e de nada adianta estarem sempre a reivindicar mais liberdade, mais igualdade, mais isto e aquilo, pois que a liberdade é fictícia e é um instrumento de desunião e não de união.
 
É preciso admitir e compreender que o 25 de abril apenas serviu para favorecer uma série de generais e militares, conseguindo assim reformas chorudas; e por outro lado, se hoje o país está como está, deve-o em parte ao 25 de abril e às suas teorias nefastas, mentirosas, facciosas e impossíveis de realizar.
 
A plutocracia portuguesa aproveitou-se do 25 de abril para tomar o poder de assalto sendo hoje os bastidores da política ocupados pelas piores pessoas e pelos maiores vigaristas da nossa praça, continuando as pessoas a votar para este estado de coisas.
 
É preciso acabar com o 25 de abril (isto não implica voltar à ditadura, nem defendo tal posição) e deixar de votar em partidos políticos que não fazem mais do que alimentar a partidocracia aguda.
 
 
Eu não acredito na democracia do pós-25 de abril; essencialmente porque ela não existe, limita-se a um desfile participativo ou representativo que não resolve os problemas das populações. A única democracia que pode existir, por definição e por princípio, é a democracia directa. Só esta poderá resolver os problemas do nosso país. Se alguém pensa que a democracia parlamentar com os seus (exageradíssimos) 230 deputados podem resolver algo, está bem enganado. Esses 230 deputados estão-se cagando para nós todos, inclusive os do PCP e do BE que falam muito dos portugueses e dos trabalhadores, mas que na realidade se ficam pelos lugares comuns de sempre.
 
 
 
O 25 de abril foi traição, abaixo o 25 de abril, venha o 26 de abril e depressa; mas um 26 de abril que renove esta democracia participativa transformando-a numa democracia directa, onde as necessidades e reivindicações das pessoas sejam atendidas. Abaixo os tachos e jogadas de bastidores, muito próprios de todas as democracias representativas.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O bestiário gayzista


Está oficialmente aberta a época de adopção de crianças por parelhas macho/macho ou fêmea/fêmea.
Estas parelhas estão convencidas que é possível substituir a ordem natural das coisas, por uma nova ordem que contraria as leis do universo e de Deus.
 
 
Eu não considero que um "parelhador" não tenha capacidade para educar, criar, dar amor, vigor e alegria a uma criança, não é esse o problema ...
 
 
Qualquer criança criada num ambiente familiar onde tenha dois pais ou duas mães, não pode, evidentemente, deixar de manifestar uma dissonância profunda nos seus campos psicológico e sexual.
 

A tão badalada «neutralidade de género» não faz mais do que "avalisar" a deturpação cometida em nome da nova sociedade e do novo homem que a esquerda revolucionária e não só, não se cansam de procurar.


A palingenésia futura, ou a inevitabilidade do futuro desejado pelos neognósticos, emerge de um mandamento primordial na permanente revelação escatológica: o futuro (desejado pelo neognosticismo) é um dado adquirido, mas na egofania vigente do século XXI, é uma certeza que não admite contestação.
 
POR ISTO MESMO É QUE AQUELE VELHO ADÁGIO POPULAR QUE DIZ ANDAR O DIABO CADA VEZ MAIS À SOLTA FAZ TODO O SENTIDO.
 
 

Ora vejam só o ar de alegria desta família do futuro desejado. Reparem no "ar assustado" das duas crianças da direita .. que maravilha ...
 
 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Restauração da Monarquia em Portugal



5 de Outubro de 1143 - O nascimento de Portugal

Portugal é nação independente pelo génio e arte do nosso primeiro rei, D. Afonso Henriques. Aquele rei que não se vergava aos interesses do seu primo Afonso VII, rei de Leão e Castela.

Como sempre tenho dito, o único feriado que existe é o 5 de Outubro de 1143, e não o outro tão nefasto de 1910 e para cúmulo, no mesmo dia da fundação de Portugal. A 4ª descida de Portugal "aos infernos" começava a partir desta última data, porque já se sabe de onde vieram as ordens para o assasinato do rei D. Carlos e de seu filho.



Família Real Portuguesa: MANIFESTO DA CAUSA REAL À IMPRENSA


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A crise e a ascensão dos cleptocratas

As dívidas soberanas dos países, como agora lhes chamam, não são dívidas nenhumas!
Dito de outra forma, são dívida sim, mas dívida com uma cambiante muito diferente do usual, é que não é para ser paga, mas sim protelada e atirada sempre lá para a frente. O sócretino, já no exílio dourado, disse isto mesmo, que a dívida não é para ser paga, e não é que o homem pela primeira vez em alguns anos disse a verdade! 
Enquanto isso, os especuladores e agiotas pregoeiros fazem fortunas, e os países e seus habitantes afundam-se na pobreza.
 
 
Vejamos um excerto do livro Crises Financeiras Na Economia Mundial - Algumas Reflexões Sobre a História Recente escrito por Carla Guapo Costa nas páginas 61 e 62: «Mas a recessão de 2008 é diferente, porque não é devida apenas à quebra de procura, nem unicamente aos elevados preços da energia, embora os preços do petróleo e de outras commodities estivessem especialmente elevados no verão de 2008, antes de iniciarem uma descida sustentada. A principal ameaça para a resolução desta crise é, efectivamente, uma crise de crédito, o que dificulta, ou mesmo impossibilita, um retorno ao pleno emprego se a mesma persistir.
Os problemas no sector financeiro não são, obviamente, novos, mas, em várias situações anteriores, não tinham tido um impacto macroeconómico significativo. Pelo contrário, nesta crise em concreto, o colapso do sistema financeiro está a envolver a economia no seu conjunto.
E, em grande medida, pelo facto das alterações verificadas no sistema financeiro o terem modificado substancialmente. Antes desta revolução, na sua maior parte, os que originavam os empréstimos, mantinham-nos no seu portfólio. Mas os proponentes desta nova alquimia financeira descobriram novas formas de rentabilizar as dívidas, secularizando-as, e dividindo-as.»
 
 
Ora como muito bem sabemos, a secularização das dívidas é o processo que está em curso, e só desta forma se pode entender a submissão da política à economia.
 
A civilização está a ser destruída em nome de uma globalização que mais não é do que a ascensão definitiva da cleptocracia; a religião política oficial de qualquer estado futuro.
 
 

domingo, 30 de setembro de 2012

António Borges é um disformista neoliberal

As "mirabolantes" declarações do charlatão António Borges mostram na perfeição o tipo de democracia em que vivemos.
Com que então, os empresários portugueses são «ignorantes». Essa é boa, se há aqui qualquer fluxo de ignorância ela provém do António Borges e dos institutos onde o mesmo estudou e se formou.

António Borges é professor de quê? De asneirologia e de burroidíce primária? Este é dos tais que acredita na escravatura; baixar salários e condições de vida para que uns "tautologistas de bico partido" como ele continuem a auferir milhões de euros e regalias sem fim. Inveja ? Claro que sim. E legítima, porque pessoas como esta que temos vindo aqui a tratar nada sabem da vida e do mundo, nunca trabalharam na vida.

E por falar em ignorância, acaso o António Borges sabe que alguns portugueses sabem que o mesmo foi corrido do FMI e da Goldman Sachs por incompetência? Incompetência pura e dura, e são os incompetentes que ocupam hoje lugares de destaque quer no mundo político ou no financeiro.

António Borges é um disformista neoliberal.

Um disformista neoliberal é todo e qualquer indivíduo político ou agente político, que pretende subverter a ordem natural das coisas, atribuíndo às causas efeitos que não são reais, pretendendo assim tirar dividendos para si e para outros, que de outra forma não seriam possíveis.

Um disformista neoliberal como o António Borges não tem em conta, deliberadamente, o desfazamento entre aquilo que diz ou o mandam dizer e a realidade dos factos. É como se vivessem num mundo à parte (que é o que realmente acontece). Pessoas deste calibre, formadas  à pressão nos calabouços do socialismo degenerativo são aos milhares. E é este tipo de gente que vem para as TVS admestoar o povo, dizendo que são incompetentes, ignorantes, burros, etc.
 
O disformismo neoliberal torna-se mais intenso à medida que o grau de promiscuidade entre a política e a finança vai aumentando.
 
É bom que se diga que perante a intervenção deste personagem que temos vindo a tratar, ficamos a saber que o gajo deve ser muito fraco professor. É um recitador dos "neocopistas" do costume, só pensa em si mesmo, é um egoísta primário, característica muito vincada dos disformistas neoliberais.
 
 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Primórdios do liberalismo em Portugal - IV

Consolidado o regime liberal, até 1823, dá-se um aumento do défice da balança de transações correntes. A "austeridade" não foi capaz  (nem o poderia ser) de reforçar a baixa das importações com a subida das exportações. O Vintismo revelou-se irremediavelmente incapaz de corrigir os desequilíbrios da balança comercial, nem tão pouco evitar subidas de preços, como o caso do pão, principal indicador do custo de vida à época.
Se o descontentamento do povo português já vinha de trás, mais se reforçou com esta situação; o descontentamento era generalizado; uma onda massiva de rejeição das ideias liberais fez crescer a oposição ao regime. A burguesia mercantil desesperava, e acumulava créditos sobre créditos para fazer face às constantes desvalorizações que a moeda ia sofrendo. Os agricultores, com métodos estafados e sem equipamentos modernos, não tinham qualquer possibilidade de se desenvolverem, os industriais também com equipamentos antiquados e num país a começar a fragmentar-se, a nada de melhor podiam aspirar. Só para se ter uma ideia: A taxa de esforço fiscal a que os portugueses estavam sujeitos chegava em alguns casos a mais de 80% dos rendimentos! 
 
A partir daqui começa a real decadência de Portugal, se bem que as razões dessa decadência tenham de ser procuradas antes, seguiram-se as guerras entre liberais e absolutistas que acabaram por dilacerar definitivamente a ordem espiritual do "Portugal-Império".  O Vintismo português foi um período de intenso "estatismo político", em que a "austeridade", já naquela época,  não tinha a real proporção das coisas. Só resta dizer que é universal; o roubo declarado e descarado dos povos existe desde sempre, e a nossa actual época só é excepção pelo grau de desfaçatez com que o roubo é praticado. Afinal, a "República" revela-se a mais ladra das instituições. A dívida ia aumentando, o esbanjamento de dinheiros públicos começava a ser frequente; a monarquia, ferida no seu orgulho, assim como a aristocracia, foi completamente manietada na segunda metade do século XIX, estabelecido definitivamente o regime liberal.
 
 
Continua com "A ascensão do liberalismo em Portugal".
 
 
 
 
 

Primórdios do liberalismo em Portugal - III

Segundo Luís A. de Oliveira Ramos no seu livro "Sob o Signo das «Luzes»" a páginas 151 é dito o que se segue: «No Porto, em Lisboa, os mações mais avançados, no que toca a opções políticas, além de se constituírem, no dizer de um relatório, em filósofos da presente época, vergastavam, declaradamente, o trono e o altar e abonavam o governo dos franceses, assim preparando o caminho para a sociedade liberal. (...) Em 1803, os inquisidores de Lisboa increparam os pedreiros-livres por só amarem os padres e reis enquanto virtuosos, doutrina que consideravam injuriosa da suprema autoridade de um e de outro poder, isto é, do poder civil e eclesiástico, e agravada por patentes sinais de indeferentismo religioso.»

Por estas e por outras é que os inquisidores diabolizaram a maçonaria, considerando-a como atentatória da segurança, do estado, da monarquia e das instituições católicas. Sendo assim merecedora de um exemplar castigo a executar pela justiça temporal. Ao contrário do que pretendia Barruel, a maçonaria não foi a principal causa da revolução de 89, mas teve grande contribuição na difusão dos ideais revolucionários, revolução essa que desencadeou um processo de blocos internacionais e de objectividades comerciais, cujo resultado final se cifrou numa amálgama de interesses, muito mal interpretados quando se reduzem à sua expressão mais simples.
 
Até às invasões napoleónicas, Portugal manteve-se fiel à sua estrutura absolutista, quer no campo social e político, quer no campo do poder e da economia. Os intérpretes do absolutismo, oriundos dos mais diversos extractos sociais, perfilhavam, na sua grande maioria, a fidelidade à monarquia pura vigente na metrópole e no império.
Só no período pós-invasões napoleónicas se começa a comentar a necessidade de substituir o regime absoluto por um regime de liberdade, análogo ao de outros países europeus. Os partidários do liberalismo buscavam e anseavam uma «nova ordem política» que restaurasse Portugal, que promovesse a sua regeneração e melhorasse as condições de vida do seu povo. Tal «nova ordem política» revelar-se-ia falsa e aziaga, como a história se encarregaria de demonstrar.
 
A situação de Portugal entre 1807 e 1821 era extremamente confusa. O soberano residia no Rio de Janeiro para onde fugira juntamente com a Corte em 1807, para não ser caçado pelos franceses, tentando governar de lá, sem força e sem eficácia. No continente, a regência encarregue do reino de Portugal mostrava-se totalmente incapaz de resolver os problemas do país, e para agravar a situação, seguia em tempo de penúria dinheiro para o Brasil para sustentar a Corte e para as tropas defenderem esse reino dos vizinhos. Esta situação gerou um amplo descontentamento na metrópole, e os portugueses já viam o país como uma colónia do Brasil. A indústria sem investimentos e com equipamentos antiquados, definhava, os agricultores, em época de abundância, não conseguiam vender os seus produtos a preços consentâneos, e a burguesia comercial que via os seus negócios decrescer a olhos vistos, estava muito descontente com a situação do país. Temia-se que o poder saltasse para a rua.
É assim que em 1918, no Porto, nasce o Sinédrio associação secreta que se propõe mudar o curso da história, criando a revolução liberal de Agosto de 1820 e dando oficialmente  início à era liberal de Portugal.


Continua.
 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Primórdios do liberalismo em Portugal - II

Para se ter uma ideia dos interesses económicos das duas facções faladas no post anterior, diga-se a este própósito que, entre 1796-1806 a balança comercial entre Portugal e Inglaterra passou de 9.838.817$463 réis para 17.788.267$282 réis! Um aumento de mais de 90%! Relativamente aos números entre Portugal e França os mesmos são impressionantes; 268.313$ 198 réis em 1796 para 7.682.088$ 432 réis em 1806!
 
Uma luta feroz pela competividade e controlo de mercados pela burguesia, facilitou a disseminação dos ideias de 1789, e dái para a frente começa a verdadeira decadência de Portugal. A partir de 1807, com a ruptura do bloco napoleónico, ficam em causa interesses vitais de uma parte da burguesia mercantil portuguesa - os afrancesados.
 
Embora o intercâmbio entre Inglaterra e Portugal continua em expansão, sobretudo pelo lado das exportações portuguesas, temia-se que a concorrência francesa, que cresceu muitíssimo em 10 anos, provocasse recessão nos negócios com os ingleses, e que os franceses fossem aumentando o valor das transacções comerciais, ganhando assim vantagem nos negócios com Portugal.
 
Os acontecimentos seguintes, apesar de tudo, não confirmaram essa tendência que se antevia por parte dos inglesados; os negócios com Inglaterra continuaram a crescer nos anos de 1808-1814. Alguns anos após, na época chamada de «Vintista», a balança comercial portuguesa começava a agravar-se seriamente.
 
Em 1819 Portugal importou 24.296.834$600 réis e exportou somente 19.447.806$084 réis, um défice de 5.000.000$000 réis. Houve que tomar medidas, e essas medidas passaram por diminuir o défice da balança de transacções correntes com o estrangeiro, através da tão badalada "austeridade". Também essa foi a receita nessa altura, mas revelar-se-ia desastrosa, pois o que acabou por acontecer foi que o saldo das importações sobre as exportações desceu para menos de metade, em grandezas absolutas. Ao baixar o volume de importações baixava obrigatoriamente, por via da "austeridade", o volume de exportações.  No ano de 1822, os números mostram precisamente o que acima acabou de se dizer, as importações ficaram-se pelos 19.181.984$032 réis e as exportações em 15.611.637$822 réis, com um défice de 3.500.000$ réis.
 
Mas a baixa dos valores da balança comercial portuguesa também se fica a dever à baixa do comércio com o Brasil, o que demonstra bem, em termos ditos práticos, os efeitos negativos da independência do Brasil e da descolonização sobre a economia nacional. A independência do Brasil, pelo menos da forma como a mesma se efectivou e não considerando os interesses que estavam em jogo, revelou-se um erro colossal. Portugal nunca mais recuperou desse golpe (e a história tratou de o confirmar) e o seu relacionamento comercial com o Brasil só foi recuperado para lá de 1840.
 
 
Continua.

Primórdios do liberalismo em Portugal

Falar sobre a génese do liberalismo (por oposição à "antiga ordem") em Portugal, é exercício não muito simples. Portugal não ficou imune aos ideais de 1789, mas os mesmos não se manifestaram com tanta intensidade como noutros países europeus, pelo menos até ao final do século XVIII.
No período pré-1789, a reforma pombalina de 1772, já de si bastante anti-aristotélica, lançava as primeiras sementes do liberalismo. Para sermos rigorosos devemos dizer que seriam antes "novas" sementes, porque na realidade as primeiras sementes do liberalismo têm origem no iluminismo, que invadiu a europa nos século XVI e XVII.
 
Num livro intitulado "Sob o Signo das Luzes" escrito por Luís A. de Oliveira Ramos na página 136 relata-se o seguinte: «Como ensina Dominguez Ortiz, o iluminismo significou , na área peninsular, a aceitação da pesquisa científica e dos respectivos resultados mesmo quando contrários às opiniões tradicionais, implicou a flagelação das superstições e dos preconceitos propiciadores de injustiça e de opressão, contemplou o exame crítico das crenças correntes e o seu repousar, outrossim originando claro interesse por reformas de natureza económica e social.»
 
A parte final do excerto, indicia claramente que a subversão da ordem e do direito natural potenciou o positivismo, e que o mesmo é anterior a Comte, é um filho dissimulado do iluminismo.
 
Portugal só começou a sentir os efeitos da revolução de 1789 a partir de 1796-1797, até aí o ambiente era tranquilo, apesar de haver pleno conhecimento do que se passava em França e países vizinhos. Os portugueses tinham intensas relações mercantis com diversos pontos da europa, passavam por vezes meses no estrangeiro, para além de que o afluxo de estrangeiros ao nosso país também era elevado. Portanto havia um conhecimento mais ou menos generalizado das ideias revolucionárias. Sem esquecer também diversos jornais e publicações estrangeiras que aqui eram vendidas nessa época.
Os mais letrados e ilustrados promoviam abertamente a adesão aos ideais de 1789, portanto dizer-se que Portugal ficou imune a 1789 não corresponde à realidade. Mas tal adesão não aconteceu tão rapidamente e tão solidamente como noutros países europeus.
 
No Portugal de transição do século XVIII [1796-1797 em diante] para o XIX, existiam duas facções bem definidas; "os afrancesados e os inglesados". Segundo alguns cronistas da época, a luta mercantil entre as duas facções era bem pior do que a dos absolutistas e liberais, porque os interesses económicos e vantagens mercantis eram já a única preocupação das «camarilhas cortesãs» e respectivas bases de apoio. Nada de muito diferente dos dias de hoje, registe-se.
 
Continua.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A restauração de Portugal

Não há mais volta a dar, por mais imprecisões e defeitos que qualquer regime possa conter, apenas um deles pode terminar com o saque e acabar com uma partidocracia a raiar a "patifocracia".

Esse regime é a monarquia, o único capaz de criar consensos e o único capaz de não estar tolhido por rabos de palha e interesses inconfessáveis (assim se dominam pelo pavor do escândalo) como os políticos da república. O Rei é uma personalidade impoluta nesse aspecto, e quem disser o contrário não está a falar a sério. Por muitas injustiças e asneiras que se cometessem, a monarquia nunca chegou ao ponto de ridicularizar e maltratar o seu povo como o faz a república actualmente.
 
Não se dá valor a quem trabalha (exceptuando se for do círculo de amizades da seita democrática), promove-se o parasitismo e a imbecilidade endémica, já se sabe para garantir uma legião parasitária que dará o seu voto aos "patifocratas". E chamam a isto "democracia".
 
Em Portugal andamos há 38 anos a enriquecer meia dúzia de indivíduos em meia dúzia de sectores chave, combustíveis, energias, telecomunicações, audiovisual, livros escolares (manuais é o termo politicamente correcto). E tudo isto continua a ser "patifocracia", perdão "democracia".
 
 
 
 
 
Pela restauração de Portugal, viva o rei, viva Portugal.
 
 
 

Os (não) direitos reprodutivos

«A expressão "direitos reprodutivos" foi introduzida em 1994, na Conferência Internacional do Cairo subordinada ao tema "População e Desenvolvimento", em substituição da fórmula "planeamento familiar". Na realidade, os direitos reprodutivos são os direitos de não reprodução, que se concretizam na adesão a uma política mundial de educação sexual, aborto, contracepção e estirilização.
À saúde reprodutiva e aos direitos reprodutivos aparece ligada a nova filosofia do "género", introduzida nas Assembleias gerais da ONU, em particular no Cairo (1994) e em Pequim (1995). Através da categoria do "género", o pensamento marxista estruturalista pós-moderno procede à negação da existência de uma natureza permanente e imutável. O "género" é uma categoria sócio-cultural, que se distingue do sexo biológico. Dado que o homem é considerado uma "estrutura" material, por sua vez inserida numa rede de estruturas em evolução, a distinção entre o sexo masculino e o feminino não provém da natureza, mas da cultura dominante, que cria e atribui os "papéis" do homem e da mulher. Trata-se, pois, de reestruturar a sociedade, abolindo os papéis que a antiga sociedade atribuía, respectivamente, ao homem e à mulher, e liquidando, de passagem, o casamento, a maternidade e a família.»
 
 
In "A Ditadura do Relativismo" - Roberto de Mattei págs. 26 e 27.